Investigação indica que suspeita exercia função de “disciplina”, responsável por aplicar punições internas e coordenar atividades ligadas ao tráfico de drogas

Redação Publicado em 11/03/2026, às 19h04
Uma mulher de 30 anos, identificada como Ariane de Pontes Rolim, foi presa em Itanhaém, São Paulo, por ser considerada uma integrante de alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC), com papel importante na imposição de regras e punições dentro da organização criminosa.
A investigação da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes revelou que a suspeita exercia a função de 'disciplina', monitorando o cumprimento das normas da facção e registrando ocorrências semelhantes a relatórios policiais, além de controlar o comércio de entorpecentes.
Durante a operação, a polícia apreendeu um caderno e um celular com informações sobre a atuação da facção, e a suspeita foi autuada por associação ao tráfico de drogas, enquanto as investigações prosseguem para identificar outros membros envolvidos.
Uma operação da Polícia Civil do Estado de São Paulo resultou na prisão de uma mulher apontada como integrante de alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) no litoral paulista. A detenção ocorreu em Itanhaém, durante o cumprimento de mandado judicial em uma residência localizada no bairro Guapurá.
A suspeita, identificada como Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, era conhecida pelos apelidos “Pandora” e “Penélope”. De acordo com as investigações, ela teria papel relevante na estrutura da organização criminosa, atuando como responsável por impor regras internas e aplicar punições a integrantes que descumprissem determinações do grupo.
Segundo informações da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), a função exercida pela investigada dentro da facção é chamada de “disciplina”. Nesse posto, integrantes monitoram o cumprimento das normas impostas pela organização e deliberam sanções contra aqueles que desobedecem às ordens.
Durante a ação policial, agentes apreenderam um caderno com anotações e um telefone celular. Conforme o boletim de ocorrência, os materiais continham registros que indicariam controle do comércio de entorpecentes e troca de mensagens com outros membros da facção em cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.
As conversas encontradas no aparelho também sugerem que os integrantes mantinham registros internos de ocorrências, com anotações semelhantes a relatórios utilizados por forças policiais, segundo a investigação.
A suspeita foi conduzida à delegacia e permaneceu à disposição da Justiça, sendo autuada por envolvimento com organização criminosa e associação ao tráfico de drogas. Até a última atualização do caso, a defesa da investigada não havia sido localizada para comentar as acusações.
A polícia informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da facção na região.
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