Mercado monitora ata do Copom e novos dados de inflação após semana de perdas na bolsa brasileira; tensão no Oriente Médio encarece o petróleo

Redação Publicado em 10/08/2026, às 11h20
O dólar iniciou a semana em alta no mercado financeiro brasileiro nesta segunda-feira (10), registrando um avanço de 0,15% por volta das 10h20 e cotado a R$ 5,0912. No mesmo horário, o Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores do Brasil, operava em leve alta de 0,08%, aos 172.658 pontos. As movimentações refletem a cautela dos investidores globais diante da escalada das tensões no Oriente Médio e da expectativa por dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
O principal fator de pressão sobre o câmbio e as bolsas mundiais vem da nova valorização das commodities energéticas. Os preços do petróleo subiram forte nesta manhã devido ao impasse sobre a liberação do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde transita cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta. O barril do tipo Brent avançou 1,77%, cotado a US$ 85,03, enquanto o barril do tipo WTI subiu 1,73%, sendo negociado a US$ 79,53.
Exigências do Irã e foco nas agendas de inflação
A alta do petróleo ganhou força após o governo do Irã divulgar uma extensa lista de condicionantes para liberar a passagem de navios pelo canal de Ormuz. Entre as exigências apresentadas a Washington estão a suspensão do bloqueio naval americano, o fim de sanções econômicas, a liberação de ativos financeiros congelados no exterior e a retirada de tropas militares das proximidades da região.
Embora Teerã e Omã relatem avanços em conversas diplomáticas para uma rota alternativa de navegação, declarações do governo dos Estados Unidos exigindo a rendição do programa nuclear iraniano mantêm o cenário de incerteza no radar dos analistas.
No campo macroeconômico, os investidores locais e internacionais concentram as atenções nos relatórios de inflação programados para os próximos dias. Nos Estados Unidos, os índices de preços devem balizar as próximas decisões de taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed), especialmente após dados de emprego virem abaixo do esperado na última semana. Já no Brasil, o mercado aguarda a publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para avaliar os rumos da taxa Selic.
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