Economia

Dólar abre em leve queda a R$ 5,06 e petróleo despenca com recuo de tensões no Oriente Médio

Cotação do petróleo recua mais de 4% com sinalização de negociações entre EUA e Irã; mercado global reage a possíveis mudanças na oferta da commodity

O dólar inicia a semana com leve queda, refletindo tensões geopolíticas - Imagem: Divulgação
O dólar inicia a semana com leve queda, refletindo tensões geopolíticas - Imagem: Divulgação

Redação Publicado em 03/08/2026, às 09h58


O dólar abriu a primeira sessão da semana em tom de cautela e ligeira queda, sendo cotado a R$ 5,0656 por volta das 9h, o que representa um recuo de 0,08%. O movimento no câmbio doméstico acompanha o alívio temporário nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e a expectativa do mercado financeiro brasileiro para uma agenda econômica intensa, que reúne a divulgação de resultados corporativos do segundo trimestre e uma nova reunião de política monetária do Banco Central.

No cenário global, a atenção dos investidores se volta para a forte desvalorização nas cotações do petróleo. O barril do tipo Brent caiu 4,98%, sendo negociado a US$ 83,55, enquanto o barril do West Texas Intermediate (WTI) registrou perda de 5,87%, cotado a US$ 79,70.

A sinalização de um possível recuo nas hostilidades por parte do governo dos Estados Unidos e a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz aliviaram os temores sobre a oferta global da commodity, embora autoridades do Irã tenham refutado o pedido formal de trégua.

Expectativa para Selic e temporada de balanços no Brasil

No plano interno, as atenções do mercado estão voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para terça e quarta-feira. A projeção consensual entre analistas de mercado e instituições financeiras aponta para a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, com uma nova redução na taxa básica de juros (Selic), que deve ser fixada em 14% ao ano ao término do encontro de dois dias na capital federal.

Somado à decisão de juros, o radar corporativo da bolsa brasileira passa por uma semana decisiva com a divulgação de balanços trimestrais de grandes companhias de peso no Ibovespa. Entre os destaques programados para apresentar seus demonstrativos financeiros nos próximos dias estão os bancos Itaú e Bradesco, além de gigantes dos setores industrial, de varejo e commodities, como Gerdau, Grupo Pão de Açúcar (GPA), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Petrobras.

Desempenho dos mercados acionários no exterior

As bolsas de valores no continente asiático encerraram os negócios desta segunda-feira sem uma direção única, divididas entre relatórios corporativos abaixo das expectativas e a reação dos investidores a uma intervenção cambial coordenada. Os governos dos Estados Unidos e do Japão atuaram de forma conjunta na compra de ienes para conter a desvalorização acelerada da moeda japonesa perante a divisa norte-americana.

O índice acionário de Tóquio, o Nikkei, registrou queda de 0,94%, enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, recuou 5,12%. Na China Continental, o indicador CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas praças de Xangai e Shenzhen, encerrou com recuo de 0,98%. Em contrapartida, o índice Hang Seng, na região administrativa de Hong Kong, avançou 0,48% no encerramento da sessão local.


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