Moeda americana registra queda no início do dia enquanto investidores esperam novo corte na taxa básica; expectativa de queda nos juros para 14%

Redação Publicado em 05/08/2026, às 10h18
O mercado financeiro opera em clima de expectativa nesta quarta-feira (5), antecedendo a divulgação do novo patamar da taxa básica de juros do país, a Selic. O dólar abriu a sessão em queda, atingindo recuo de 0,36% no início da manhã, cotado a R$ 5,1129, impulsionado pela cautela dos investidores e pelo cenário geopolítico no Oriente Médio.
Enquanto o mercado acionário aguarda a abertura do Ibovespa, as atenções do cenário doméstico voltam-se inteiramente ao anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, previsto para o final do dia.
A expectativa majoritária do setor financeiro é de que o Banco Central promova mais um corte na taxa Selic, reduzindo os juros de 14,25% para 14% ao ano. Caso o ajuste se confirme, será o menor nível da taxa de juros no ano. A desaceleração recente nos índices de inflação tem sustentado as projeções de corte, embora os analistas alertem para a necessidade de prudência na condução da política monetária, considerando a volatilidade dos preços do petróleo e os desdobramentos econômicos internacionais.
Mercado internacional, petróleo e impacto nas commodities
No ambiente externo, o mercado reage aos sinais sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo. A declaração do presidente americano Donald Trump sobre o avanço nas negociações trouxe alívio pontual às bolsas europeias e asiáticas.
Apesar das sinalizações de trégua, os contratos futuros de petróleo operam com instabilidade: o barril do tipo Brent exibia alta de 1,45% no começo da manhã, cotado a US$ 80,51, enquanto o barril WTI subia 0,62%, sendo negociado a US$ 76,24.
A flutuação no preço das commodities energéticas é acompanhada de perto pelas autoridades econômicas brasileiras. A alta do petróleo mantém a pressão sobre os preços dos combustíveis no mercado interno, fator que pode limitar o espaço para cortes mais intensos da Selic nos próximos meses. A decisão do Copom e o comunicado que detalhará os próximos passos da autoridade monetária serão decisivos para calibrar o apetite por risco e a trajetória do câmbio nos próximos dias.
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