Brasileiro, que ocupa a 39ª posição no ranking, destaca as diferenças entre os estilos de jogo dos dois tenistas

Gabriella Souza Publicado em 23/03/2026, às 11h22
O sorteio das chaves não foi nada amigável com o brasileiro João Fonseca nas últimas semanas. O jovem que ocupa a 39ª posição no ranking mundial teve o azar de cruzar o caminho dos dois melhores tenistas da atualidade em dois torneios seguidos. Na noite de sexta-feira (20), ele se despediu do Masters de Miami ao perder para o espanhol Carlos Alcaraz, número 1 do mundo, por 2 sets a 0. O resultado veio logo após outra pedreira: na semana passada, Fonseca caiu nas oitavas de Indian Wells diante do italiano Jannik Sinner, atual segundo colocado do ranking.
Mesmo com as derrotas, o brasileiro aproveitou para comparar o estilo de jogo dos dois gigantes. Para ele, enfrentar Alcaraz é um desafio diferente de encarar Sinner. João descreveu o italiano como um "robô" que joga com perfeição técnica e muita força, batendo na bola com uma precisão impressionante.
Já sobre o espanhol, o brasileiro destacou a variedade de jogadas. Segundo João, Alcaraz tem um arsenal maior, consegue mudar o efeito da bola, acelerar quando precisa e subir à rede com facilidade, o que torna muito difícil entender qual será o próximo passo dele em quadra.
Trajetória nos Estados Unidos
Antes de chegar aos duelos contra os líderes do tênis, João Fonseca mostrou que está em grande fase. Em Miami, ele estreou com uma vitória suada por 2 a 1 sobre o húngaro Fabian Marozsan. Já em Indian Wells, o brasileiro venceu três partidas seguidas antes de parar no paredão italiano. Mesmo perdendo para Sinner por um duplo 7/6, João saiu de quadra com a sensação de que o jogo o ajudou a perder o medo de enfrentar os grandes nomes do circuito.
Sobre a partida contra Alcaraz, o brasileiro foi sincero na autoavaliação. Ele sentiu que não soube aproveitar as poucas chances que surgiram durante os sets, enquanto o espanhol jogou em um nível altíssimo, justificando por que é o melhor do planeta hoje. No final, a campanha rendeu ao brasileiro uma premiação de quase R$ 200 mil, além de uma bagagem de experiência que poucos tenistas da idade dele possuem.
Próximos passos
Agora, o foco de João Fonseca muda completamente de cenário. O tenista deixa as quadras rápidas dos Estados Unidos e parte para a temporada europeia no saibro, um tipo de piso que exige muito mais preparo físico e paciência nas jogadas. O primeiro desafio já tem data marcada: o Masters 1000 de Monte Carlo, que começa no dia 5 de abril.
Depois da disputa em Mônaco, o calendário de João segue lotado de torneios importantes. Ele deve participar do ATP 500 de Munique, na Alemanha, e depois seguir para os prestigiados Masters de Madrid, na Espanha, e de Roma, na Itália. Com o desempenho recente, a expectativa é que o brasileiro continue subindo no ranking e chegue bem preparado para os principais desafios do primeiro semestre.
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