Com foco na recuperação e confiança, Fonseca se prepara para um torneio dinâmico e lucrativo nos EUA

Gabriella Souza Publicado em 27/02/2026, às 14h04
João Fonseca está de volta aos holofotes internacionais após uma semana histórica em que conquistou o título de duplas no Rio Open. Neste domingo (1º), o carioca de apenas 19 anos entra em quadra para disputar a terceira edição do MGM Slam, em Las Vegas.
O evento, que será transmitido ao vivo pelo sportv3 a partir das 21h (horário de Brasília), reúne oito nomes de peso do circuito mundial em um formato dinâmico e extremamente lucrativo. Embora não conte pontos para o ranking da ATP, a motivação financeira é gigantesca: o campeão levará para casa o prêmio de 1 milhão de dólares (aproximadamente R$ 5,1 milhões).
O tenista brasileiro, atualmente ocupando a 38ª posição no ranking mundial, terá um desafio geracional logo em sua estreia. Ele enfrentará o veterano francês Gael Monfils, de 39 anos. O confronto marca o encontro entre o jogador mais jovem do torneio e um dos mais experientes e carismáticos do circuito. Para o brasileiro, o torneio de exibição é muito mais do que uma oportunidade financeira; é um teste crucial para sua condição física. No início de 2026, Fonseca precisou abandonar duas competições devido a uma lesão na região lombar, e agora busca retomar o ritmo competitivo e a confiança antes dos grandes desafios que virão em solo americano.
Formato relâmpago
O MGM Slam é desenhado para ser um espetáculo de um único dia, com um formato que exige foco total desde o primeiro segundo. Todas as partidas, desde a rodada inicial até a grande final, serão decididas em tie-breaks de 10 pontos. Esse modelo reduz a margem de erro e favorece jogadores com saque potente e agressividade, características que Fonseca possui, mas que também são marcas registradas de outros participantes, como o americano Taylor Fritz (7º do mundo e favorito ao título), o gigante Reilly Opelka e o imprevisível Nick Kyrgios.
Além de Fonseca e Monfils, o grid conta com nomes como Casper Ruud, Alexander Bublik e Tommy Paul. O vencedor de cada jogo avança imediatamente para as semifinais, culminando na decisão do título na mesma noite. Para o público, é uma chance de ver estilos de jogo contrastantes em duelos curtos e intensos. Para os atletas, como Bublik ou Kyrgios, o evento também é uma vitrine para o entretenimento, algo que a organização incentiva para atrair novos fãs para a modalidade.
Preparação para os Masters 1000
A passagem de João Fonseca por Las Vegas é o primeiro passo de uma sequência importante nos Estados Unidos. Logo após o MGM Slam, o brasileiro segue para a Califórnia para disputar o Masters 1000 de Indian Wells, que começa no dia 4 de março. Na sequência, ele embarca para o Masters 1000 de Miami. Esses dois torneios são fundamentais para que ele tente subir ainda mais no ranking e se consolidar entre os melhores do mundo.
Há também a possibilidade de Fonseca defender seu título no Challenger de Phoenix, caso os resultados nos grandes torneios permitam o ajuste na agenda. O foco principal, no entanto, é garantir que a lesão na lombar esteja totalmente superada. Com a confiança em alta após o sucesso no Rio e o bolso possivelmente mais cheio após o domingo em Vegas, Fonseca tem tudo para fazer uma temporada de 2026 memorável, reafirmando seu status de principal promessa do tênis sul-americano.
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