Leão teria que pagar multa milionária para escalar o meia contra o Peixe

Redação Publicado em 01/04/2026, às 11h20
O Santos recebe o Remo na Vila Belmiro nesta quinta-feira (2), pela 9ª rodada do Brasileirão.E para a partida, o time nortista não terá o meia-atacante Patrick em campo. O jogador, que pertence ao Alvinegro e está emprestado ao clube paraense, é desfalque confirmado por uma barreira financeira, o qual para tê-lo no gramado, o Leão teria que desembolsar a quantia de R$ 2 milhões ao Santos, valor considerado inviável pela diretoria de Belém.
Patrick chegou ao Remo em janeiro deste ano, mas ainda não conseguiu se firmar como titular absoluto, somando apenas oito jogos (seis no Brasileirão, um na Copa Verde e um no Paraense).
A ausência na Vila Belmiro é mais um capítulo de uma trajetória conturbada. No ano passado, o atleta defendeu o Athletico-PR, onde teve mais rodagem com 41 partidas, mas ao retornar, foi novamente cedido por não estar nos planos da comissão técnica santista para 2026. O seu vínculo com o Peixe se encerra em dezembro deste ano.
Polêmica
A contratação de Patrick pelo Santos, em abril de 2024, permanece como um dos negócios mais criticados da gestão do presidente Marcelo Teixeira. Na época, o dirigente explicou que o modelo envolvia um empréstimo junto ao Atlético-MG com obrigação de compra fixada em US$ 1 milhão, divididos em parcelas de aproximadamente R$ 400 mil ao longo de 2025. O coordenador de futebol da ocasião, Alexandre Gallo, defendeu o investimento focando no acesso à Série A, mas o rendimento em campo nunca justificou o esforço financeiro.
Com apenas 11 jogos com a camisa do Peixe (10 na Série B de 2024 e apenas um no Paulistão de 2025 contra o Velo Clube), Patrick sofreu com questionamentos sobre sua forma física.
Confronto desta quinta
Para o Remo, o desfalque de Patrick se soma à ausência de Vitor Bueno, complicando a montagem do meio-campo de Léo Condé. Para o Santos, o veto ao jogador evita qualquer risco de uma indesejada "Lei do Ex". Sem espaço no elenco principal e com um custo mensal elevado para os padrões de um atleta pouco aproveitado, o Peixe aguarda o fim do contrato do meia para aliviar a folha salarial.
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