A federação israelense deve pagar 150 mil francos suíços e implementar campanhas educativas contra preconceito

Redação Publicado em 20/03/2026, às 11h06
A Fifa decidiu punir a Associação de Futebol de Israel por não seguir as regras de combate ao preconceito e ao jogo limpo. A punição aconteceu depois de uma investigação sobre como o país lida com casos de racismo dentro dos estádios. Segundo o comitê que cuida das regras da entidade, os dirigentes de Israel não fizeram o suficiente para parar ataques racistas frequentes vindos de torcidas de alguns times famosos, como o Beitar Jerusalem.
Multa pesada e novas regras
Por causa dessas falhas, a federação israelense terá que pagar uma multa de 150 mil francos suíços, o que dá mais ou menos R$ 1,1 milhão. Além do prejuízo no bolso, o país será obrigado a criar um plano para ensinar torcedores e profissionais a não serem preconceituosos, com campanhas de educação e uma vigilância muito mais rígida nos jogos. Outra exigência é que, nas próximas três partidas oficiais em casa, o estádio exiba mensagens claras contra qualquer tipo de discriminação.
A Fifa também chamou a atenção para falas de autoridades do futebol de lá que foram consideradas agressivas ou políticas demais. O objetivo da entidade máxima do futebol é garantir que o esporte seja um ambiente de respeito, longe de brigas ideológicas ou ataques pessoais por conta da cor da pele ou origem das pessoas.
Decisão sobre os times em áreas de conflito
Em uma outra parte da decisão, a Fifa analisou um pedido feito pelos representantes do futebol da Palestina. Eles queriam que clubes israelenses que jogam em territórios da Cisjordânia fossem proibidos de participar de campeonatos oficiais. A acusação era de que esses times estariam usando terras que pertencem aos palestinos de forma irregular.
No entanto, a Fifa decidiu que não vai tomar nenhuma atitude contra esses clubes por enquanto. A justificativa da entidade é que a situação daquelas terras ainda é muito confusa e complicada perante as leis internacionais. Como ainda não há uma definição final sobre quem manda naquela região, a Fifa preferiu não interferir na participação das equipes nas ligas locais de Israel. Essa briga já dura quase dez anos e continua sendo um dos temas mais difíceis de resolver no mundo do esporte.
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