Clube deve mais de 2 milhões de euros ao time francês; sanção só cai se o Peixe quitar o valor integral

Gabriella Souza Publicado em 02/07/2026, às 13h20
O Santos Futebol Clube sofreu um novo e duro golpe em seu planejamento financeiro e esportivo. O clube foi oficialmente incluído na lista de punidos com o "transfer ban" da Fifa, ficando proibido de registrar novos jogadores. A sanção decorre do não pagamento de uma dívida com o Monaco, da França, referente à contratação do volante Jean Lucas, realizada em 2023.
Pela determinação da entidade máxima do futebol, o Peixe não poderá inscrever atletas por até três janelas consecutivas de transferências. A punição só será derrubada antes desse prazo caso a diretoria santista quite o montante pendente de 2,032 milhões de euros (o equivalente a cerca de R$ 12 milhões na cotação atual) devido à equipe francesa.
Recursos esgotados na Corte Arbitral do Esporte
A disputa jurídica arrasta-se desde o ano passado. O Santos havia sido condenado em primeira instância pela Fifa em 20 de maio de 2025. Buscando ganhar tempo e reverter o cenário, o departamento jurídico do Alvinegro recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça, o tribunal máximo do esporte mundial.
No entanto, as tentativas de defesa falharam, já que no fim de maio deste ano, o CAS rejeitou integralmente o recurso do Santos. A corte manteve a condenação original referente a Jean Lucas, que já nem está mais na Vila Belmiro, defendendo atualmente as cores do Bahia.
Entenda a origem da dívida com o Monaco
O acordo original de compra de Jean Lucas foi fechado pelo valor total de 6 milhões de euros. O Santos honrou os primeiros compromissos, quitando a primeira parcela em 31 de agosto de 2023 e a segunda em 30 de junho de 2024.
O problema surgiu na terceira e última prestação, no valor de 2 milhões de euros, que venceu em 31 de janeiro de 2025 e não foi paga. Na ocasião, a gestão santista tentou propor um novo desmembramento do valor (metade para agosto de 2025 e o restante para janeiro de 2026), mas a diretoria do Monaco rejeitou a proposta e acionou a Fifa imediatamente.
Em entrevistas recentes, o presidente Marcelo Teixeira já havia manifestado forte preocupação com o desfecho do caso. Ele revelou que o clube vinha buscando linhas de crédito e novas formas de negociação direta com os franceses para tentar selar um acordo amigável, mas a inclusão no sistema de punições da Fifa antecipou a necessidade de uma solução financeira urgente para destravar o mercado do clube.
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