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Torcedor do San Lorenzo é flagrado em ato racista contra santistas na Argentina

Registro feito por santista mostra homem com agasalho do clube argentino imitando macaco

Caso ocorreu durante empate entre as equipes pela Sul-Americana - Imagem: Reprodução
Caso ocorreu durante empate entre as equipes pela Sul-Americana - Imagem: Reprodução

Gabriella Souza Publicado em 29/04/2026, às 10h44


O empate por 1 a 1 entre San Lorenzo e Santos, na noite da última terça-feira (28), foi manchado por mais um episódio lamentável de discriminação no futebol continental. Um torcedor do clube argentino foi flagrado cometendo atos racistas direcionados aos santistas presentes no setor visitante do estádio Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, em partida válida pela terceira rodada do Grupo D da Copa Sul-Americana.

Flagrante

As imagens, registradas por um torcedor do Santos, mostram um homem vestindo o agasalho oficial do San Lorenzo em meio a provocações na arquibancada. Em determinado momento, o indivíduo olha em direção aos brasileiros, bate no peito e realiza gestos imitando um macaco de forma nítida.

A gravação é interrompida logo em seguida, em meio aos gritos de indignação dos torcedores do Peixe que presenciaram a cena. Segundo relatos de quem estava no estádio, a polícia local foi acionada e o vídeo foi exibido aos agentes ainda no setor das arquibancadas. No entanto, os policiais argentinos apenas recomendaram que o material fosse encaminhado diretamente à Conmebol.

Diferenças na legislação e impunidade

O caso joga luz, mais uma vez, sobre a discrepância jurídica entre Brasil e Argentina no tratamento de crimes de ódio. No território brasileiro, o racismo e a injúria racial são crimes imprescritíveis e inafiançáveis, com previsão de reclusão. Já na Argentina, a legislação trata tais atos com penas mais brandas, que geralmente variam entre reparações por danos morais e materiais, o que dificulta prisões em flagrante ou sanções criminais severas.

A recorrência desses episódios em competições organizadas pela Conmebol tem gerado pressão sobre a entidade por punições desportivas mais rígidas, como a perda de pontos ou o fechamento de portões, uma vez que as multas financeiras não têm surtido efeito educativo sobre as torcidas.