Ação judicial revela crise na D32 Wholesale, empresa de Doni, com promessas não cumpridas a investidores brasileiros

Gabriella Souza Publicado em 12/02/2026, às 10h31
Uma disputa judicial envolvendo dois nomes conhecidos do futebol brasileiro ganhou os holofotes nesta quarta-feira (11). O volante do Santos FC, Willian Arão, abriu um processo na Justiça dos Estados Unidos contra o ex-goleiro da Seleção Brasileira, Doni Marangon, e sua empresa, a D32 Wholesale. O motivo do litígio é um investimento imobiliário frustrado no estado da Flórida, que teria gerado um prejuízo inicial de US$ 200 mil (mais de R$ 1 milhão) ao jogador santista.
A ação, que tramita no Tribunal do Condado de Orange desde setembro de 2025, expõe uma crise na gestão da empresa do ex-atleta. Arão alega que investiu o montante em novembro de 2022, com a promessa de participação em um projeto de construção de casas. No entanto, diante do descumprimento do contrato e da não entrega do prometido, o volante agora exige uma indenização de US$ 600 mil (aproximadamente R$ 3 milhões), valor que cobre o prejuízo, danos e custas processuais.
Em nota oficial, Willian Arão lamentou a situação. O jogador afirmou que tentou resolver a questão de forma amigável em diversas oportunidades, mas, sem sucesso na recuperação do capital investido, viu-se obrigado a recorrer às vias legais para proteger seu patrimônio.
Um cenário de denúncias
O caso de Arão não é isolado. A empresa de Doni, que tem sede nos Estados Unidos, enfrenta uma série de acusações e processos similares. Reportagens da imprensa local norte-americana, como da Fox35 Orlando, revelaram que a D32 Wholesale captava recursos de investidores, muitos deles brasileiros, prometendo rendimentos de até 15% ao ano através da construção de imóveis de médio e alto padrão.
Contudo, a realidade encontrada por muitos compradores foi de obras abandonadas, terrenos vazios e falta de retorno financeiro. Em cidades como Palm Bay, moradores vizinhos chegaram a reclamar de transtornos urbanos causados pelas construções inacabadas deixadas pela incorporadora. Os contratos, regidos pelas leis da Flórida, prometiam casas equipadas com eletrodomésticos de inox e acabamento de primeira, mas muitos sequer saíram da fundação.
O outro lado: reestruturação
Diante da repercussão negativa, o ex-goleiro Doni se manifestou por meio de nota enviada à imprensa. Ele negou veementemente que esteja foragido ou que haja qualquer pedido de prisão contra ele, classificando tais informações como sensacionalistas.
Segundo a defesa de Doni, a D32 Wholesale passa por um momento de "reestruturação societária e administrativa", motivada pela fusão com outras empresas do setor de construção. Ele admite a existência de "divergências comerciais pontuais" com alguns clientes, mas afirma que todas estão sendo tratadas dentro da legalidade. O ex-goleiro sustentou ainda que a empresa já entregou 250 unidades de um total de 2.500 previstas e que sua equipe jurídica tem colaborado com a Justiça americana, mantendo-se em dia com as obrigações processuais.

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