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Blitz nas praias de Guarujá mira higiene de quiosques e aplica centenas de advertências

Das autuações, 224 foram advertências, enquanto 12 resultaram em interdições de locais que não atendiam às normas de segurança

A prefeitura busca corrigir falhas e não apenas punir - Imagem: Reprodução
A prefeitura busca corrigir falhas e não apenas punir - Imagem: Reprodução

Gabriella Souza Publicado em 23/01/2026, às 08h26


Quem frequentou as praias mais famosas de Guarujá no último mês pode ter notado uma movimentação diferente entre as barracas e carrinhos. Equipes de fiscalização percorreram toda a orla, passando pelas praias do Guaiúba, Tombo, Astúrias, Pitangueiras, Enseada e Pernambuco.

O objetivo dessa varredura, que completou um mês no último domingo (18), é garantir que o lanche e a bebida do turista não se transformem em um problema de saúde. A ação continua firme até março, analisando desde a documentação dos vendedores até a limpeza dos balcões.

O resultado desse primeiro mês de trabalho mostra que a atenção deve ser redobrada. Ao todo, os fiscais emitiram 353 documentos de penalidade ou orientação. A lista inclui quiosques fixos, os tradicionais carrinhos de praia e também os food trucks.

Perigo dentro do copo

Um dos grandes vilões encontrados durante as vistorias é algo que parece inofensivo: o gelo. Segundo as autoridades municipais, esse foi o item que mais preocupou os agentes e recebeu atenção especial. O motivo é que o gelo mal manuseado ou de origem duvidosa é uma das formas mais comuns de contaminação de bebidas.

Para estar dentro da lei e garantir a segurança do consumidor, o produto não pode ser feito de qualquer jeito. A exigência é que o gelo seja industrializado, venha no formato de cubos e tenha sua origem comprovada. Gelo caseiro ou sem procedência pode carregar bactérias e estragar o passeio de quem só queria se refrescar.

Números da operação e tipos de problemas

A caneta dos fiscais trabalhou bastante. Das 353 autuações registradas, a maioria serviu como um "puxão de orelha" inicial: foram 224 advertências e 105 notificações para correções simples. No entanto, houve casos mais sérios que geraram 12 intimações e até o fechamento de três locais, que foram interditados por não terem condições de funcionar.

As falhas encontradas foram divididas em categorias para facilitar o controle. A maior parte (145 casos) envolvia problemas gerais de manutenção e falta de informações básicas. Outro ponto crítico foi a rotulagem dos alimentos e saber de onde vinham os produtos, o que gerou 91 registros.

A sujeira também apareceu na lista, com 57 autuações ligadas diretamente à falta de limpeza e higiene do ambiente de preparo. A segurança física também foi checada: 56 infrações foram por causa de extintores de incêndio vencidos ou compartimentos de gás instalados de forma perigosa. Curiosamente, uma das quatro interdições totais da operação aconteceu fora da areia, em uma farmácia próxima que foi denunciada e acabou vistoriada pela equipe da operação.

A prefeitura reforça que a ideia não é apenas punir, mas corrigir. Porém, quem recebeu avisos e não arrumar a casa corre o risco de sofrer punições muito mais pesadas nas próximas visitas.