Ação conjunta entre prefeituras e polícia visa coibir descarte clandestino de resíduos de construção civil

Redação Publicado em 31/03/2026, às 11h54
Uma blitz montada bem na divisa entre Praia Grande e Mongaguá marcou um novo cerco contra motoristas que transportam restos de obras de forma clandestina. Na última semana, fiscais das duas prefeituras se juntaram aos agentes da Polícia Rodoviária em um ponto estratégico da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Durante toda a manhã, o foco da equipe foi parar caminhões carregados com entulho e caçambas para checar se a documentação e a licença ambiental estavam em dia.
Essa união de forças entre municípios vizinhos e o governo estadual tem um motivo muito claro: evitar que o lixo da construção civil vá parar no meio da natureza. Quando telhas, tijolos e restos de cimento são jogados em qualquer terreno vazio, o estrago é grande. Esse tipo de atitude irresponsável costuma ser o ponto de partida para crimes graves contra o meio ambiente, como a destruição de áreas verdes, o desmatamento ilegal e até o aterramento criminoso de manguezais, prejudicando toda a vida da região.
Trabalho em equipe
O secretário de Meio Ambiente de Praia Grande, Valdir Pereira Ramos Filho, faz questão de ressaltar que cuidar da natureza é um dever de todos. Segundo ele, combater o descarte pirata de materiais de construção ajuda a manter a organização da infraestrutura urbana, protege os recursos naturais que ainda restam e, no fim das contas, melhora a qualidade de vida de quem mora perto dessas áreas afetadas. O trabalho em conjunto permite que as prefeituras consigam cobrir um perímetro muito maior e flagrar os infratores com muito mais facilidade e rapidez.
Para tentar barrar o avanço desse problema, a administração municipal decidiu apertar o cerco e multiplicar as operações de fiscalização preventiva pelas ruas. O alvo principal são as rotas já mapeadas pelas equipes de segurança, locais por onde os caminhões pesados costumam circular com certa frequência para tentar descarregar o material de forma totalmente escondida. Ao abordar os motoristas suspeitos, os fiscais exigem na hora os papéis que comprovam a origem e o destino correto de toda a carga de entulho.
Papel fundamental
Apesar de todo o esforço das autoridades e das blitze nas estradas, o poder público não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. É exatamente aí que entra a ajuda de quem vive na comunidade. A prefeitura pede que a população atue como uma espécie de vigia extra contra as pessoas que sujam as vias públicas.
Se alguém flagrar uma caçamba sendo esvaziada em um terreno baldio ou um caminhão jogando restos de reforma em áreas de preservação, a orientação é não ficar calado. Os moradores podem denunciar a infração de forma segura entrando em contato direto com a Ouvidoria do município. Outra opção rápida e prática é ligar para o telefone 153, que funciona como um canal exclusivo da guarda para receber avisos sobre o descarte incorreto de lixo e entulho. A denúncia anônima ajuda a equipe de segurança a chegar rápido ao local e multar os verdadeiros responsáveis pelo estrago ambiental.
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