Direção da Escola Estadual Luiz D’Aurea é criticada por não agir diante de avisos sobre riscos à aluna

Redação Publicado em 26/03/2026, às 10h35
Uma adolescente de 13 anos foi agredida dentro da Escola Estadual Luiz D’Aurea, no bairro Vila Nova, em São Vicente, na última terça-feira (24). O episódio, ocorrido no interior da unidade de ensino, expõe um cenário de violência que, segundo a família, já era previsto e poderia ter sido evitado.
Parentes da vítima afirmam que a estudante vinha sofrendo ameaças constantes há semanas e que a direção da escola havia sido formalmente comunicada sobre o temor da jovem em ser atacada, mas nenhuma medida preventiva eficaz teria sido adotada pela administração.
A violência se desenrolou logo após o retorno do recreio, momento em que a adolescente foi surpreendida dentro da própria sala de aula. Um detalhe que agrava a denúncia da família e sugere premeditação é o relato de que a porta do local teria sido fechada durante a agressão. Essa manobra teria impedido ou, ao menos, dificultado a intervenção imediata de professores e funcionários que circulavam pelos corredores, deixando a jovem vulnerável ao ataque por mais tempo.
Providências oficiais
Após o ocorrido, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que a equipe gestora da unidade tomou conhecimento da situação e adotou medidas imediatas. Entre as ações realizadas estão a convocação dos responsáveis por todas as alunas envolvidas no conflito, o acionamento da Ronda Escolar e a notificação do Conselho Tutelar para acompanhar os desdobramentos e garantir a proteção integral da vítima e das demais estudantes.
A pasta também destacou que a equipe regional do programa Conviva dará suporte direto à escola para intensificar ações voltadas à melhoria da convivência e à promoção da cultura de paz. Até o fechamento desta matéria, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não havia retornado os contatos para confirmar o registro de um Boletim de Ocorrência.
Enquanto isso, a comunidade escolar aguarda respostas sobre o porquê de os alertas de ameaças prévias não terem resultado em uma proteção efetiva para a estudante dentro do ambiente de ensino.
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