Após captura, a jiboia passa por cuidados especiais antes de ser solta em seu habitat natural, com monitoramento contínuo

Redação Publicado em 15/01/2026, às 08h48
Pela primeira vez, um exemplar vivo da jiboia-do-ribeira foi capturado em Juquiá, trazendo uma empolgação enorme para os cientistas que estudam a fauna local. A cobra, uma fêmea adulta que mede 1,70 metro, é considerada uma das espécies mais difíceis de encontrar em todo o planeta. O achado é tão importante que os especialistas agora tentam entender se existe uma nova família desses animais vivendo na região, já que, até então, o monitoramento se concentrava apenas em Sete Barras e Eldorado.
Cuidados e preparação para a liberdade
Atualmente, a jiboia está passando por um período de isolamento no Instituto Rio Itariri, em Pedro de Toledo. Antes de ser devolvida para a mata, ela precisa de cuidados especiais. No próximo fim de semana, a "moça" será levada para um cercado que imita perfeitamente o seu habitat natural, com controle de umidade, chuva e calor, tudo planejado para que ela se sinta em casa.
Além desse tempo de adaptação, a serpente passará por exames médicos detalhados e vai receber um microchip. Esse dispositivo é fundamental para que os pesquisadores consigam acompanhar seus passos depois da soltura. Como o procedimento envolve uma pequena cirurgia em uma clínica focada em animais silvestres, ainda não existe uma data exata para que ela seja solta definitivamente.
Como a cobra foi descoberta?
A história desse resgate começou meses atrás. Em abril de 2025, um morador chamado Evandro viu uma jiboia dessa espécie, mas não conseguiu pegá-la. Esse primeiro avistamento deu início a um trabalho de conscientização com a vizinhança. Graças a essas conversas e explicações sobre a importância do animal, quando a fêmea apareceu em uma estrada rural no dia 22 de novembro, as pessoas souberam exatamente o que fazer.
Funcionários de um vereador local viram o animal e chamaram a ajuda necessária. O resgate foi feito com apoio de uma empresa especializada, que garantiu que a jiboia chegasse em segurança às mãos do Projeto Jiboia do Ribeira (PJR). Segundo os coordenadores do projeto, essa união entre pesquisadores e moradores é o que tem salvado a espécie da extinção.
Envolvimento da comunidade e história
Para celebrar a chegada da nova integrante, o projeto vai abrir uma votação na internet na próxima semana para escolher o nome da cobra. A ideia é envolver quem mora no Vale do Ribeira e criar um carinho maior pela preservação da natureza.
Vale lembrar que o Projeto Jiboia do Ribeira está completando 10 anos de estrada em 2026. Durante esse tempo, apenas três outros animais da mesma espécie, chamados carinhosamente de Esperança, Ribeiro e Dona Crô, foram acompanhados de perto. A espécie é tão rara que chegou a ficar 60 anos sumida, reaparecendo apenas em 2017. Com os novos registros em Juquiá, a cidade agora entra para o mapa oficial de proteção dessa jiboia, que ainda guarda muitos mistérios para a ciência.

Rede própria da Hapvida amplia acesso a transplantes de órgãos em São Paulo

Transplante hepático marca nova fase da Hapvida em procedimentos de alta complexidade

Justiça manda soltar mulher do CAC que matou marido com tiro no rosto após briga por causa de cachorro em Peruíbe

Motociclista morre após queda na Anchieta e ser atingido por carreta em Cubatão

Exclusivo: Anderson Pomini assegura cronograma da obra do Túnel Santos-Guarujá

Acusado de matar homem após suposto abuso contra a filha enfrenta júri popular em Praia Grande

Filhote de tubarão é encontrado morto na praia do Jardim Real, em Praia Grande

Exclusivo: Anderson Pomini assegura cronograma da obra do Túnel Santos-Guarujá

União reconhece emergência em Mongaguá após temporais que causaram mais de R$ 9 milhões em prejuízos

Motociclista morre após queda na Anchieta e ser atingido por carreta em Cubatão