
Redação Publicado em 23/03/2026, às 16h19
O Tribunal de Justiça de São Paulo ordenou a remoção de postagens do empresário Danilo Morgado que ligavam o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, a crimes graves, incluindo homicídio, em uma decisão que visa proteger a imagem pública do prefeito.
O desembargador Wilson Lisboa Ribeiro considerou as publicações ofensivas e sem provas, ressaltando o risco de danos devido à rápida disseminação de informações nas redes sociais.
A decisão impôs uma multa de R$ 1 mil por dia em caso de descumprimento, enquanto a defesa de Mourão busca indenização por danos morais, e Morgado afirmou que pretende continuar suas manifestações sobre a gestão municipal.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a remoção de conteúdos publicados pelo empresário Danilo Morgado que associavam o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, ao crime organizado e a um homicídio ocorrido no município. A decisão foi proferida no dia 16 de março, com prazo de 24 horas para exclusão das postagens.
A medida foi tomada pelo desembargador Wilson Lisboa Ribeiro, que concedeu tutela de urgência ao analisar recurso apresentado pela defesa do prefeito. As publicações, divulgadas em redes sociais, foram consideradas ofensivas e desprovidas de comprovação.
Segundo o entendimento do magistrado, o conteúdo ultrapassa os limites da liberdade de expressão ao atribuir, sem provas, envolvimento em crimes graves. A decisão também destaca o risco de dano à imagem pública, especialmente pela rápida disseminação das informações no ambiente digital.
Em caso de descumprimento, foi estipulada multa diária de R$ 1 mil, com limite inicial de R$ 30 mil.
A defesa de Mourão afirmou que a decisão reconhece a gravidade das acusações e reforçou que as declarações não possuem fundamento. O processo também inclui pedido de indenização por danos morais.
Procurado, Danilo Morgado informou que não havia sido formalmente notificado da decisão até então e afirmou que as medidas têm caráter provisório. Ele também declarou que pretende continuar se manifestando sobre temas relacionados à gestão municipal.
As publicações citavam o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em setembro do ano passado após ser alvo de um ataque a tiros. O caso segue sob investigação pelas autoridades.
O episódio ocorre em um contexto de disputas políticas recentes no município, marcado por tensão entre as partes envolvidas durante o período eleitoral.
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