Robson de Aquino dos Santos confessou o crime e alegou que a briga começou por ofensas homofóbicas durante o uso de drogas

Redação Publicado em 31/03/2026, às 11h01
A violência doméstica fez mais uma vítima fatal no litoral de São Paulo. Sandra Pereira de Souza, de 47 anos, não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu na tarde desta segunda-feira (30), em Praia Grande.
Ela estava internada no Hospital Irmã Dulce desde a madrugada de sábado (28), após ter sido atacada pelo próprio companheiro, Robson de Aquino dos Santos, de 33 anos. Sandra teve mais de 80% do corpo atingido por chamas durante uma discussão na residência do casal.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, Robson confessou o crime e detalhou a dinâmica aos policiais. Ele alegou que estava em casa, no bairro Quietude, usando drogas com um amigo quando a companheira chegou. Segundo a versão do suspeito, a briga teria começado porque Sandra reclamou por ele não ter dividido os entorpecentes com ela e passou a proferir ofensas homofóbicas contra ele.
Desafio e agressão fatal
Em depoimento, Robson afirmou que a situação saiu do controle quando Sandra o desafiou. Ele relatou ter pego um galão de álcool e jogado o líquido sobre o corpo da vítima para intimidá-la. Mesmo molhada com o combustível, Sandra teria dito que ele “não era homem para pôr fogo nela” e que ele “não teria coragem”. Irritado com as provocações, o homem acendeu o isqueiro e ateou fogo na companheira.
Vizinhos ouviram a confusão e acionaram a Polícia Militar imediatamente. No local, os agentes apuraram que o autor ainda estava presente e efetuaram a prisão em flagrante. Sandra foi socorrida em estado gravíssimo, mas a extensão das queimaduras impediu a recuperação. O suspeito segue preso e o espaço para sua defesa permanece aberto, uma vez que nenhum advogado foi localizado até o fechamento desta edição.
Alteração para feminicídio
Com a confirmação do óbito nesta segunda-feira, a tipificação do crime mudou. O caso, que havia sido registrado inicialmente na Delegacia Sede de Praia Grande como tentativa de feminicídio, passa agora a ser investigado como feminicídio consumado. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos de testemunhas e vizinhos para encerrar o inquérito.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) reforçou que o atendimento à ocorrência foi rápido, mas a letalidade do ataque foi determinante para o desfecho trágico. O crime chocou os moradores do bairro Quietude pela crueldade dos detalhes narrados pelo próprio autor, que agora aguarda o julgamento pela morte da companheira.
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