Força-tarefa visitou mais de 3 mil imóveis; Santos já registra 190 casos da doença em 2026

Redação Publicado em 17/04/2026, às 13h20
O ano de 2026 tem sido de muito trabalho para as equipes de saúde em Santos, que tentam a todo custo frear o avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Até agora, os mutirões realizados por toda a região já conseguiram localizar e destruir 1.075 focos de larvas. No entanto, um dado que preocupa bastante as autoridades é o número de pessoas que fecham as portas para a prevenção: já foram registradas 1.044 situações em que os moradores se recusaram a deixar os agentes entrarem para fazer a vistoria. Esse bloqueio acaba dificultando o controle da dengue, que já soma 190 casos confirmados neste ano, além de oito registros de chikungunya.
Nesta quinta-feira (16), a prefeitura encerrou a segunda etapa de uma grande varredura pelo Boqueirão. Ao todo, 65 agentes que trabalham no combate a endemias foram escalados para olhar com lupa cada cantinho que pudesse esconder água parada. No total, os profissionais passaram por 3.078 imóveis no bairro e conseguiram eliminar 96 pontos onde o mosquito estava se criando.
Onde o perigo estava escondido
As larvas do mosquito não escolhem lugar e foram encontradas em objetos que muita gente nem imagina no dia a dia. O balanço da ação mostrou que o perigo estava em ralos na parte de fora das casas, em piscinas sem tratamento, em vasos de planta e até naquelas bases pesadas de guarda-sol que acabam acumulando um pouquinho de água da chuva. Baldes, lonas dobradas de qualquer jeito e os famosos pratinhos de vasos também estavam na lista dos esconderijos preferidos do Aedes aegypti.
Para dar um suporte extra, o pessoal da equipe da Terra Santos acompanhou todo o trajeto para recolher o que eles chamam de materiais inservíveis. Sabe aquela tralha que fica encostada no quintal e não tem mais utilidade? Pois é, pneus velhos, móveis quebrados e plásticos são perfeitos para virar berçário de mosquito. Ao retirar esse lixo dos imóveis, a força-tarefa garante que o foco não volte a aparecer na próxima chuva.
Vacinação para jovens e profissionais
Além do trabalho de campo, o foco agora é na proteção direta através das vacinas. A campanha contra a dengue segue firme, tendo como público-alvo as crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. É muito importante lembrar que a proteção só fica completa com as duas doses, sendo que a segunda aplicação deve ser feita exatamente 90 dias após a primeira. Quem estiver nessa faixa etária pode procurar qualquer policlínica de Santos, de segunda a sexta-feira, entre 9h e 16h.
Tem novidade também para quem está na linha de frente. O Ministério da Saúde disponibilizou uma nova vacina que, por enquanto, está sendo destinada aos profissionais que trabalham na área da saúde. Com o esforço conjunto de limpeza nas ruas, a conscientização dos moradores para abrir suas casas e a vacinação nos postos, a expectativa é que os números de casos parem de subir e a população consiga passar o restante do ano com mais segurança.
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