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Alexandre Mattos admite Santos abaixo da expectativa: "Fizemos nossa obrigação, mas não do jeito que queríamos"

Diretor executivo admite resultados negativos, detalha bastidores de contratações e garante confiança no trabalho de Cuca e Neymar

Após derrota, Alexandre Mattos fala sobre desafios e reforços no Santos - Imagem: Reprodução / Santos FC
Após derrota, Alexandre Mattos fala sobre desafios e reforços no Santos - Imagem: Reprodução / Santos FC

Gabriella Souza Publicado em 20/04/2026, às 08h41


Após o tropeço de virada contra o Fluminense, o executivo de futebol do Santos, Alexandre Mattos foi pedido por um dos jornalistas presentes na coletiva, e falou abertamente sobre o momento do clube. O dirigente não escondeu que o desempenho do time nesta primeira parte da temporada, passando pelo Paulista, Sul-Americana e Brasileiro, está bem longe do que a diretoria planejava internamente.

Análise do elenco e reforços

Mattos explicou que a montagem do grupo foi feita respeitando a realidade financeira complicada que o Santos vive há anos. Ele revelou que muitas contratações só aconteceram com criatividade e negociações difíceis. Um exemplo foi o de Lucas Veríssimo, que exigiu uma verdadeira "tática de guerra".

  • “O Veríssimo foi uma verdadeira tática de guerra. Era um jogador que não tinha intenção de sair. Eu falei com ele em janeiro, tentei, ele disse que não queria voltar. Faltando poucos dias, surgiu a oportunidade e conseguimos fazer, alongando pagamento, reduzindo valores.”

Sobre o futuro do time, o executivo adiantou que o desempenho de todos será reavaliado na janela de transferências do meio do ano.

  • “No Paulista a gente foi aquém do esperado. Fizemos nossa obrigação inicial para classificar, não do jeito que foi, a gente queria uma tranquilidade. No Brasileiro também estamos sofrendo o que nós não queríamos”.

Defesa de Cuca e Neymar

Mesmo com o resultado ruim em casa, o executivo fez questão de tirar o peso das costas do treinador e defendeu o principal craque da equipe. Para Mattos, Cuca acabou de chegar e ainda não teve tempo para treinar o time devido ao calendário apertado. Ele destacou: “O Cuca temos que colocar à parte. A responsabilidade é minha e dos atletas, temos que dividir. O Cuca acabou de chegar. Temos uma confiança enorme”.

Sobre Neymar, que foi questionado por um lance perdido no segundo tempo, o dirigente defendeu a força mental do camisa 10.

  • “O Neymar é mentalmente forte, não acredito em falta de confiança. Ele tomou a decisão dele no momento. Podia ter chutado e talvez não fizesse o gol, e aí por que não passou para o Rollheiser? Da mesma maneira que já deu bola para gols em outros momentos. Vem melhorando a parte física, tendo mais participação no jogo.”

Próximos jogos

O Santos agora precisa reagir rápido para se afastar da parte de baixo da tabela do Brasileiro, onde soma apenas 13 pontos. Antes de enfrentar o Bahia fora de casa, o Peixe tem um compromisso muito importante nesta quarta-feira (22). A equipe recebe o Coritiba na Vila Belmiro pela Copa do Brasil, buscando uma vitória para acalmar os ânimos e seguir firme na competição.