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Mutirões em Santos eliminam 345 focos de mosquito e vistoriam 6 mil imóveis neste início de ano

1.575 casas foram vistoriadas, revelando criadouros em locais inesperados como ralos e bandejas de geladeira

Com 345 focos eliminados, a ação mobilizou agentes de saúde em bairros estratégicos - Imagem: Divulgação / Prefeitura de Santos
Com 345 focos eliminados, a ação mobilizou agentes de saúde em bairros estratégicos - Imagem: Divulgação / Prefeitura de Santos

Redação Publicado em 18/02/2026, às 08h47


A Prefeitura de Santos intensificou, neste início de 2026, a ofensiva contra o mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Em um balanço divulgado após a realização de quatro grandes mutirões, a Secretaria de Saúde confirmou a eliminação de 345 focos de larvas encontrados em residências e comércios.

As ações, concentradas estrategicamente nos bairros da Ponta da Praia e do Marapé, mobilizaram dezenas de agentes de combate a endemias e resultaram na vistoria de cerca de 6 mil imóveis.

Apesar do esforço concentrado, que atinge uma média de 1.645 visitas por mutirão, as equipes enfrentam um desafio recorrente: a impossibilidade de acesso. Segundo o levantamento, em 489 imóveis os agentes não conseguiram entrar para realizar a inspeção, seja por recusa dos moradores ou porque as casas estavam fechadas. Essa lacuna na fiscalização preocupa as autoridades, uma vez que um único foco não tratado pode colocar em risco toda a vizinhança.

Criadouros dentro de casa

O mutirão mais recente, focado no bairro do Marapé, serviu de alerta para a população sobre onde o perigo se esconde. Setenta agentes vistoriaram 1.575 casas e eliminaram 76 focos. O que chama a atenção são os locais: além dos tradicionais vasos de plantas e latas, as larvas foram encontradas em ralos externos, fontes de jardim e até nas bandejas de degelo atrás das geladeiras, locais que passam muitas vezes despercebidos na limpeza doméstica.

Até a última sexta-feira, dia 13 de fevereiro, Santos já contabilizava 51 casos confirmados de dengue e seis de chikungunya apenas neste ano. A estratégia da prefeitura é continuar com as ações baseadas em inteligência: armadilhas de monitoramento espalhadas pela cidade indicam onde há maior incidência de mosquitos, direcionando os próximos mutirões.

Vacinação: duas frentes de proteção

Além do combate mecânico aos criadouros, a imunização é uma arma fundamental. A vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos segue disponível nas policlínicas municipais, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.

Uma novidade importante para 2026 é a proteção de quem está na linha de frente. A cidade recebeu 618 doses da nova vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. A aplicação está sendo feita gradualmente nos agentes de combate a endemias, garantindo a segurança dos profissionais que visitam diariamente as áreas de risco.