Vinícius Gomes de Castro, de 48 anos, tentou mergulhar para evitar a colisão, mas foi atingido na perna. Ele passou por cirurgia e permanece internado em estado estável

Redação Publicado em 03/11/2026, às 16h23
O nadador Vinícius Gomes de Castro, de 48 anos, sofreu uma fratura exposta na perna após ser atingido por uma embarcação no Canal de Bertioga, em São Paulo, durante um treino, e permanece internado em estado estável após cirurgia.
Ele relatou que a boia de sinalização dificultou sua tentativa de mergulhar para escapar da colisão, e o impacto causou ferimentos graves, levando a um atendimento inicial improvisado por um médico que estava nas proximidades.
Após o acidente, Vinícius começou a alertar outros nadadores sobre os riscos de nadar em áreas de navegação e pediu maior clareza nas informações sobre restrições, enquanto o Grupamento de Bombeiros Marítimo enfatizou a importância de respeitar normas de segurança para evitar colisões.
O nadador Vinícius Gomes de Castro, de 48 anos, sofreu uma fratura exposta na perna e ferimentos na coxa após ser atingido por uma embarcação enquanto nadava no Canal de Bertioga, no litoral de São Paulo. O acidente aconteceu no domingo (1º), durante um treino. Segundo a vítima, o barco se aproximou rapidamente, e a boia de sinalização que utilizava dificultou a tentativa de mergulhar para escapar da colisão. Vinícius foi socorrido, passou por cirurgia e permanece internado em estado estável no Hospital Santo Amaro, no Guarujá.
Em relato divulgado nesta terça-feira (3), o nadador contou que percebeu a aproximação da embarcação quando ela estava a aproximadamente 50 metros de distância. Ao identificar o risco de colisão, tentou submergir para proteger a cabeça e o tronco, mas não conseguiu afastar completamente as pernas da trajetória do barco.
"Parecia um míssil, vinha muito preciso", relatou Vinícius ao descrever a velocidade com que percebeu a aproximação da embarcação.
Segundo ele, a boia de sinalização utilizada durante o treino acabou limitando seus movimentos no momento em que tentou mergulhar. Apesar de conseguir proteger parte do corpo, o nadador foi atingido na perna.
Vinícius afirmou que sentiu o casco passar sobre ele e, logo depois, sofreu o impacto da hélice. O acidente provocou uma fratura exposta e ferimentos na região da coxa, acompanhados de sangramento intenso.
Mesmo diante da gravidade dos ferimentos, o nadador permaneceu consciente e relatou que sua principal preocupação, após o impacto, era saber se conseguiria recuperar os movimentos e a condição física da perna atingida.
De acordo com o relato da vítima, o condutor da embarcação retornou após a colisão e tentou prestar auxílio. O primeiro atendimento, no entanto, foi realizado por um médico que estava em uma moto aquática e se aproximou do local.
O profissional improvisou o atendimento inicial e realizou um torniquete para controlar a hemorragia até a chegada das equipes de emergência. Segundo Vinícius, o resgate ocorreu aproximadamente 15 minutos depois do acidente.
O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) informou que o nadador foi retirado da água e encaminhado inicialmente ao Hospital de Bertioga. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido ao Hospital Santo Amaro, no Guarujá, onde passou por procedimento cirúrgico.
Conforme as informações divulgadas nesta terça-feira, Vinícius permanece internado, com quadro clínico estável. Não foram apresentados detalhes sobre o tempo previsto de recuperação ou a necessidade de novas intervenções médicas.
O nadador afirmou que pratica natação desde a infância e costuma frequentar ambientes naturais para realizar seus treinos. Ele relatou que já conhecia o trecho do Canal de Bertioga e utilizava uma boia de sinalização para facilitar sua identificação por condutores de embarcações.
Apesar desse cuidado, Vinícius reconheceu que a sinalização não foi suficiente para evitar o acidente. Segundo ele, durante os treinos, costuma interromper os movimentos ao ouvir motores e hélices, procurando identificar a localização das embarcações antes de continuar.
No dia da colisão, entretanto, o intervalo entre perceber o ruído e a aproximação do barco não permitiu que ele saísse da trajetória da embarcação.
Após o acidente, Vinícius passou a alertar outros praticantes de natação sobre os riscos de utilizar o canal para atividades esportivas. Ele afirmou que desconhecia a proibição de nadar no trecho e defendeu que as restrições sejam informadas de maneira mais clara aos frequentadores da região.
O relato chama a atenção para os riscos da circulação simultânea de nadadores e embarcações em áreas de navegação, especialmente em locais onde há movimentação constante de barcos.
Em nota, o Grupamento de Bombeiros Marítimo orientou os condutores a manter distância segura de nadadores e banhistas, respeitar os limites de velocidade e cumprir as normas de navegação. A corporação ressaltou que essas medidas são fundamentais para prevenir colisões e reduzir o risco de acidentes graves no litoral paulista.
Até a divulgação das informações, não haviam sido apresentados detalhes sobre eventual investigação das circunstâncias da colisão ou responsabilização do condutor da embarcação.
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