As autoridades iniciaram investigações e buscas, mas detalhes do caso permanecem em sigilo

Redação Publicado em 19/01/2026, às 09h18
Já faz mais de uma semana que a angústia tomou conta da família de Paulo Mauricio Basílio, de 56 anos. A notícia que chegou aos parentes no dia 10 de janeiro trouxe um relato difícil de compreender: segundo um colega de trabalho que estava na mesma embarcação, o pescador teria se jogado no mar por vontade própria e, desde então, não foi mais visto. O caso aconteceu na região de Cananéia, no Vale do Ribeira, e segue cercado de dúvidas.
Tudo começou dias antes, quando Paulo saiu de casa para trabalhar. Morador de Guaratuba, no estado do Paraná, ele partiu no dia 5 de janeiro com o objetivo de pescar camarão, uma atividade comum na região. A viagem parecia seguir a rotina habitual até que o tempo virou.
De acordo com o depoimento do companheiro de pesca repassado aos familiares, a situação se complicou na madrugada do dia 9 de janeiro. Para fugir de um forte temporal que atingia a costa, a dupla decidiu buscar proteção perto da Ilha do Bom Abrigo. Foi nesse momento, enquanto se protegiam da chuva e do mar agitado, que o incidente teria ocorrido. O colega afirma que Paulo pulou da embarcação nas águas escuras da madrugada e sumiu.
Investigações e buscas
Assim que foram avisados sobre o ocorrido, os parentes de Paulo procuraram as autoridades para registrar um boletim de ocorrência. A aflição é grande, pois já se passaram vários dias sem qualquer sinal do paradeiro do pescador.
O caso agora está nas mãos da Polícia Civil. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que existe um inquérito aberto na Delegacia de Cananéia para apurar exatamente o que aconteceu naquela madrugada. A nota oficial das autoridades é cautelosa: eles informaram que estão realizando diligências, ou seja, ações de busca e coleta de provas para tentar localizar a vítima.
Ainda segundo a SSP, os detalhes mais específicos da investigação estão sendo mantidos em sigilo por enquanto. O objetivo é garantir que os policiais tenham autonomia para trabalhar e chequem todas as versões sem interferências externas.
Até o fechamento deste texto, a Capitania dos Portos, responsável pela segurança no mar e que geralmente atua em resgates desse tipo, foi procurada para atualizar a situação das buscas, mas ainda não deu um retorno oficial sobre as operações na área. Enquanto isso, a família de Paulo segue aguardando respostas, dividida entre a esperança e a necessidade de entender o que realmente motivou esse desaparecimento repentino.
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