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Obras da Sabesp prometem estabilidade no fornecimento de água

Com um plano de investimentos de longo prazo, a Sabesp destina R$ 7,5 bilhões para resolver problemas de abastecimento até 2029.

A Sabesp enfatiza a importância do uso consciente da água e as melhorias no sistema de abastecimento para a população local - Imagem: Divulgação
A Sabesp enfatiza a importância do uso consciente da água e as melhorias no sistema de abastecimento para a população local - Imagem: Divulgação

Otávio Alonso Publicado em 29/01/2026, às 21h33


A Sabesp enfrenta desafios estruturais no sistema de tratamento e distribuição de água na Baixada Santista, identificados durante a transição de gestão, com limitações que afetam a capacidade de abastecimento em períodos de alta demanda e eventos climáticos extremos.

A Sabesp informou que enfrenta desafios estruturais no sistema de tratamento e distribuição de água na Baixada Santista, identificados a partir de um diagnóstico realizado durante o processo de transição do modelo de gestão da companhia. O levantamento apontou limitações acumuladas ao longo de décadas em um sistema considerado complexo, com alta demanda e exposição a eventos climáticos extremos.

Segundo a empresa, o estudo identificou restrições na capacidade de produção de água em períodos de pico de consumo, baixa flexibilidade operacional entre os sistemas, reservação insuficiente e maior vulnerabilidade a chuvas intensas e ondas de calor. Em períodos chuvosos, o aumento da turbidez dos mananciais interfere no tratamento da água. Já em épocas de altas temperaturas e durante a temporada de verão, o consumo cresce de forma acelerada, pressionando o abastecimento.

A Sabesp afirma que esse conjunto de fatores explica oscilações registradas em momentos críticos e que as soluções estão sendo implementadas por meio de um plano de investimentos de longo prazo. Para a Baixada Santista, estão previstos aportes de R$ 7,5 bilhões até 2029. Desse total, R$ 2 bilhões já foram aplicados.

Entre as ações concluídas, a companhia informa a entrega de seis novos reservatórios de água tratada nos municípios de Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Peruíbe, Santos e São Vicente. As estruturas acrescentam mais de 40 milhões de litros à capacidade de reservação, destinados principalmente ao atendimento da demanda nos horários de maior consumo.

Em 2025, de acordo com a Sabesp, foram instalados 324 quilômetros de novas tubulações para os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Segundo João Paulo Tavares Papa, da área de relações institucionais da companhia, a extensão equivale à distância entre Santos e Paraty. As novas redes têm como objetivo ampliar o fornecimento de água aos bairros e contribuir para a melhoria da coleta de esgoto.

Entre as principais obras em andamento está a adutora Santos–Guarujá, que amplia a integração entre os sistemas de abastecimento. A tubulação está sendo instalada sob o canal do Porto de Santos e tem previsão de entrega em 2026. A estrutura permitirá a transferência de água tratada da região do Saboó para o distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, com acréscimo de 500 litros por segundo no abastecimento, volume suficiente para atender mais de 450 mil pessoas.

Também está prevista a ampliação da reservação de água tratada no Sistema Mambu-Branco, com capacidade total superior a 40 milhões de litros. O objetivo é reduzir os impactos na produção durante eventos de chuvas intensas e garantir maior estabilidade no fornecimento.

O conjunto de investimentos inclui ainda a implantação da Estação de Tratamento de Água Melvi, projetada para produzir 1.270 litros por segundo, ampliando a capacidade estrutural de produção de água tratada para a Baixada Santista.

Segundo a companhia, as obras fazem parte de um processo de reestruturação do sistema regional de abastecimento. A Sabesp também destaca a importância do uso consciente da água pela população ao longo de todo o ano.