Entenda os motivos por trás da proibição de animais nas praias e como garantir a segurança de todos durante o verão

Redação Publicado em 13/01/2026, às 10h21
Quem planejou descer a serra neste verão com a família completa, incluindo o cachorro ou o gato, precisa frear a empolgação e consultar as leis locais para não ter dor de cabeça. Isso porque a maioria dos destinos mais procurados pelos turistas na Baixada Santista possui regras rígidas: em cinco das oito cidades da região, pisar na areia com o seu animal de estimação é terminantemente proibido.
As prefeituras de Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Praia Grande já deixaram o aviso claro: não existem praias liberadas para a circulação de bichinhos nesses municípios. A restrição vale tanto para a faixa de areia quanto para o banho de mar. A ideia é garantir a segurança sanitária e evitar conflitos entre banhistas, já que nem todo mundo se sente confortável dividindo o guarda-sol com os pets.
O desejo x A regra
É muito comum ver, no auge da temporada de calor, moradores e visitantes caminhando no calçadão com seus companheiros de quatro patas. A vontade de levar o "melhor amigo" para dar um mergulho ou correr na praia é grande, mas a falta de informação pode transformar o passeio em uma multa ou em uma chamada de atenção constrangedora.
Nessas cinco cidades onde a proibição está valendo, quem faz o papel de "juiz" são as equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) e os fiscais do departamento de posturas. Eles circulam pelas praias justamente para garantir que o código de posturas do município seja respeitado. Portanto, se você ver um guarda se aproximando enquanto estiver com seu cão na areia, saiba que a abordagem é para cumprir a lei.
Por que existe essa proibição?
Embora muitos donos garantam que seus animais são limpinhos e dóceis, a restrição sanitária é o principal motivo para o veto. A presença de fezes e urina na areia, misturada com o calor e a umidade da praia, cria o ambiente perfeito para a proliferação de doenças, como o famoso "bicho geográfico" e micoses, que podem afetar adultos e, principalmente, crianças que brincam no chão.
Além da questão da saúde pública, existe a preocupação com a segurança física. Mesmo animais mansos podem ficar estressados com o barulho, o calor excessivo e a aglomeração de pessoas, o que aumenta o risco de ataques ou mordidas inesperadas.
Por isso, a recomendação para quem está em Guarujá, Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá ou Peruíbe é: curta o mar, mas deixe o pet em casa ou limite o passeio apenas ao calçadão, sempre com coleira e guia. Respeitar as normas locais é a melhor maneira de garantir que as férias terminem bem para todo mundo.
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