Violência no Vale

Briga familiar termina em morte a facadas e leva suspeito à prisão em Iguape

Cabeleireiro de 28 anos foi morto após discussão envolvendo ciúmes; versão apresentada pelo suspeito será apurada pela polícia.

Caso ocorreu na madrugada de sábado, no bairro do Rocio, em Iguape. - Imagem: Reprodução
Caso ocorreu na madrugada de sábado, no bairro do Rocio, em Iguape. - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 31/01/2026, às 16h00


Um desentendimento familiar terminou em homicídio na madrugada deste sábado (31), em Iguape, no litoral sul de São Paulo. Um cabeleireiro de 28 anos morreu após ser atingido por um golpe de faca durante uma briga que, segundo relato inicial do suspeito, teria sido motivada por ciúmes.

A vítima foi identificada como Denilson Nascimento Alves. De acordo com a Polícia Militar, moradores do bairro do Rocio acionaram a corporação por volta das 3h após ouvirem a discussão. No local, os agentes encontraram Denilson com uma perfuração abaixo da axila.

O suspeito do crime, Alysson Augusto Alves Franco, de 27 anos, é marido da sobrinha da vítima. Após o ataque, ele fugiu em um carro, mas foi localizado cerca de quatro quilômetros adiante por equipes da Força Tática. No momento da abordagem, Alysson estava com as roupas sujas de sangue e acompanhado de uma mulher.

Durante o atendimento da ocorrência, o homem afirmou que Denilson teria demonstrado ciúmes em relação à sua esposa e tentou esfaqueá-lo. Ainda segundo esse relato, ele conseguiu tomar a faca da vítima e desferiu o golpe fatal. A Polícia Civil informou que essa versão será investigada.

Com o suspeito, os policiais apreenderam dois celulares — um dele e outro da vítima —, um relógio com vestígios de sangue e o veículo utilizado na fuga. Todos os itens foram encaminhados para perícia, conforme determinação do delegado responsável pelo caso.

Em diligências realizadas na residência da vítima, agentes localizaram tubos de eppendorfs, alguns vazios e outros contendo uma substância com características semelhantes à cocaína, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

Alysson foi conduzido ao Centro de Detenção Provisória de Registro, onde permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia. O Tribunal de Justiça de São Paulo foi procurado para comentar o caso, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.