Após o furto, a família enfrentou dificuldades para acionar a segurança e registrar a ocorrência, gerando descontentamento

Redação Publicado em 01/07/2026, às 10h52 - Atualizado às 10h52
Um golpe planejado e ágil tirou o sossego de uma família dentro de um centro comercial na Baixada Santista. Uma mulher aproveitou o momento em que um comparsa distraía os clientes para furtar uma bolsa de cima de uma cadeira. O caso aconteceu na praça de alimentação do Brisamar Shopping, em São Vicente, e as imagens das câmeras de monitoramento do local, divulgadas nesta quarta-feira (1º), flagraram toda a ação dos criminosos.
De acordo com o relato da estudante Raquel Ornelas, de 18 anos, ela estava tomando café acompanhada da mãe, da prima e de seus dois irmãos menores na tarde do último domingo (28), quando a abordagem começou. Um homem se aproximou do grupo falando em espanhol fluente e pediu informações sobre quais linhas de ônibus passavam perto do shopping. Enquanto a mãe de Raquel dava as coordenadas, uma mulher se aproximou por trás, puxou discretamente a bolsa e fugiu sem que ninguém notasse.
Compras com o cartão e documentos perdidos
A família só se deu conta do crime minutos depois, quando os celulares começaram a apitar com alertas de segurança do banco:
A mãe da estudante percebeu o furto ao receber uma notificação de compra aprovada no valor de 180 reais (correção: o valor exato passado no primeiro cartão foi de R$ 190). Os criminosos tentaram passar esse mesmo valor repetidas vezes em cartões diferentes da vítima, mas ela conseguiu correr pelo aplicativo do banco e bloquear as outras transações a tempo. Além do prejuízo financeiro com os cartões, a família perdeu os cartões de banco, dinheiro físico e as carteiras de identidade (RG) da mãe e dos dois irmãos de Raquel.
Reclamação contra a segurança e o 190
A jovem estudante desabafou sobre a falta de suporte que encontrou logo após o ocorrido. Ela contou que procurou a equipe de segurança interna do Brisamar Shopping, mas os funcionários informaram que não podiam fazer nada naquele momento e apenas acompanharam a família até a saída do prédio. Tentar acionar as forças de segurança pública também foi uma saga: as vítimas ligaram cinco vezes para o telefone 190 da Polícia Militar, foram atendidas em apenas uma das tentativas e a ligação caiu no meio da explicação da ocorrência.
Diante das dificuldades, a mãe de Raquel precisou registrar o boletim de ocorrência por meio da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil. O Brisamar Shopping se manifestou por nota oficial, lamentando o episódio e garantindo que adotou os protocolos de segurança cabíveis logo após o chamado, reforçando que os arquivos de vídeo e a inteligência interna estão totalmente à disposição das autoridades para ajudar na identificação dos suspeitos. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) foi procurada para comentar sobre o andamento das investigações, mas ainda não confirmou se os dois suspeitos que aparecem nas gravações já foram identificados ou se são considerados foragidos.
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