Tribunal de Justiça de São Paulo mantém prisão preventiva de Marcelly Peretto, acusada de matar o irmão em Praia Grande

Redação Publicado em 21/07/2026, às 08h43
A Justiça de São Paulo negou mais um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Marcelly Peretto, acusada de envolvimento na morte do próprio irmão, o comerciante Igor Peretto. O crime ocorreu em agosto de 2024, em um apartamento no bairro Canto do Forte, em Praia Grande. O recurso buscava o reconhecimento de uma suposta ilegalidade no processo, contudo, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) não identificou qualquer irregularidade na condução do caso.
Com a decisão, a situação processual da ré permanece inalterada e ela continuará presa preventivamente. O julgamento por júri popular segue confirmado para o dia 26 de novembro de 2026, às 9h, no Fórum de Praia Grande.
MP aponta crime premeditado por trio
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou Marcelly Peretto, o cunhado Mário Vitorino e a esposa de Igor, Rafaela Costa, por homicídio qualificado praticado de forma premeditada. Igor Peretto era irmão do vereador Tiago Peretto, de São Vicente.
O corpo do comerciante foi encontrado dentro do apartamento de Marcelly, apresentando diversas marcas de facadas. Uma faca ensanguentada foi apreendida no banheiro do imóvel, que estava totalmente revirado quando as forças de segurança chegaram ao local.
Relembre o crime e o avanço das investigações
O assassinato ocorreu na madrugada do dia 31 de agosto de 2024, em um edifício localizado na Avenida Paris. A Polícia Militar foi acionada pela síndica do condomínio após relatos de barulhos intensos vindos do imóvel durante a noite. As imagens do sistema de monitoramento interno do prédio reconstituíram a cronologia dos fatos:
Rafaela entregou-se à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande em 6 de setembro de 2024. Em depoimento, ela confirmou manter uma relação extraconjugal com Mário e declarou ter se relacionado com Marcelly na mesma noite do crime. Marcelly foi detida na tarde do mesmo dia, após os investigadores encontrarem contradições em sua versão de que teria sido forçada a fugir.
O veículo utilizado na fuga foi localizado abandonado em Pindamonhangaba (SP), com vestígios de sangue no interior. Os três acusados aguardam o julgamento sob custódia da Justiça.
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