Após 90 dias de investigações, polícia desmantela laboratório de drogas na Favela do Pantanal, com prisões e apreensões

Redação Publicado em 31/03/2026, às 10h52
Após cerca de noventa dias de investigações silenciosas, agentes de segurança conseguiram estourar um imóvel que funcionava como uma verdadeira fábrica para o crime. O espaço, conhecido no linguajar das ruas como "casa bomba", era usado exclusivamente para preparar, dividir e guardar grandes quantidades de substâncias ilícitas. A descoberta aconteceu na manhã desta segunda-feira (30), na região da Favela do Pantanal, localizada no bairro Saboó, em Santos.
A operação mobilizou equipes de três delegacias diferentes para cumprir ordens da Justiça. Logo na chegada à Rua Iguape, a movimentação policial pegou de surpresa um olheiro do tráfico. O suspeito ficava posicionado do lado de fora, equipado com um rádio comunicador, com a única missão de monitorar a área e avisar os comparsas caso alguma viatura se aproximasse. O esquema de vigilância, no entanto, não conseguiu impedir a entrada das autoridades na residência.
Lá dentro, um homem de 43 anos foi pego em flagrante coordenando o espaço. O ambiente contava com uma estrutura surpreendente para a manipulação dos entorpecentes, abrigando até mesmo uma estufa profissional. Os investigadores também acharam diversos potes com restos de pós ilegais e dezenas de embalagens plásticas vazias, prontas para receber os produtos que seriam despachados para os pontos de venda da região.
Auxílio animal
Para garantir que nenhum esconderijo passasse batido, os policiais convocaram cães farejadores. O faro apurado dos animais foi essencial para localizar um volume expressivo de mercadorias espalhadas pelo imóvel. O saldo final da vistoria incluiu porções de maconha, pacotes de cocaína, comprimidos de ecstasy e pequenos frascos de lança-perfume.
Junto com as drogas prontas para o consumo, a equipe recolheu todo o kit de produção da quadrilha. Foram apreendidas balanças usadas para pesar as gramas exatas, um liquidificador doméstico utilizado para misturar os produtos químicos, mais aparelhos de comunicação e cadernos cheios de anotações detalhando as finanças e o lucro do esquema criminoso.
Com o fim das buscas, o homem que estava dentro da moradia foi colocado na viatura e levado diretamente para o primeiro distrito policial. Na delegacia, a autoridade de plantão manteve a prisão, registrando o caso formalmente. O indivíduo vai responder por delitos graves, como associação criminosa e o comércio direto de entorpecentes. O trabalho de apuração segue ativo para tentar identificar outras pessoas que ajudavam a manter esse laboratório funcionando.
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