Polícia

Detento é flagrado tentando arremessar celulares para dentro do CPP de Mongaguá

Ação da Polícia Militar ocorreu durante o monitoramento da volta dos detentos da saída temporária

A Polícia Militar frustrou a entrada de celulares no CPP de Mongaguá durante operação de retorno da saída temporária - Foto: Divulgação/ 29° BPMI
A Polícia Militar frustrou a entrada de celulares no CPP de Mongaguá durante operação de retorno da saída temporária - Foto: Divulgação/ 29° BPMI

Redação Publicado em 24/03/2026, às 09h56


A tentativa de abastecer o sistema prisional com tecnologia ilegal foi barrada pela Polícia Militar nesta segunda-feira (23). Durante a "Operação de Retorno da Saída Temporária", a equipe de Força Tática do 29º Batalhão montou um cerco estratégico nas proximidades do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) "Dr. Rubens Aleixo Sendin", em Mongaguá, e conseguiu evitar que uma carga de celulares entrasse na unidade.

Os policiais patrulhavam a área externa do presídio quando notaram um homem carregando um saco de tecido de forma suspeita. Ao perceber que seria abordado pela viatura, o indivíduo tentou se livrar do pacote, jogando-o no chão, mas foi detido logo em seguida. Dentro do saco, os agentes encontraram diversos aparelhos celulares e carregadores, todos devidamente embalados para resistir ao impacto do arremesso por cima dos muros da unidade.

Dívida com o crime organizado

O que chamou a atenção dos policiais foi o fato de o suspeito já ser um detento do próprio CPP de Mongaguá. Ao ser questionado, ele denunciou e confessou que sua missão era lançar os aparelhos para o interior do pátio. Segundo o homem, o serviço seria uma forma de quitar uma dívida que ele possuía com o crime organizado dentro da cadeia, mostrando a pressão que as facções exercem sobre os detentos mesmo durante o período de liberdade temporária.

Consequências imediatas Após o flagrante, o homem foi levado ao Distrito Policial para o registro da ocorrência. Além de responder pelo novo delito, ele perdeu os benefícios que o regime semiaberto proporciona. Logo após os trâmites na delegacia, ele foi reapresentado à direção do CPP de Mongaguá, onde permaneceu preso e agora deve enfrentar sanções disciplinares severas, além do provável regresso ao regime fechado.

Essa operação é parte fundamental do trabalho da PM para evitar que a "saidinha" seja usada como oportunidade para o fortalecimento logístico das facções. O 29º Batalhão reforçou que o policiamento ao redor das unidades prisionais da região continuará intensificado nos próximos dias, garantindo que o retorno dos detentos ocorra dentro da ordem e sem o ingresso de materiais ilícitos.