A tecnologia de escaneamento corporal foi crucial para impedir a entrada de quase 200 gramas de entorpecentes nas unidades prisionais

Gabriel Nubile Publicado em 07/01/2026, às 11h34
O fim de semana de visitas nos presídios da Baixada Santista foi marcado por tentativas frustradas de levar drogas para dentro das celas, todas barradas pela tecnologia. O aparelho de escâner corporal, equipamento fundamental na rotina de segurança das unidades, foi o responsável por flagrar três mulheres tentando burlar a vigilância entre o sábado (03) e o domingo (04).
As ocorrências foram registradas em unidades prisionais de São Vicente e Praia Grande. Em todos os casos, o modus operandi foi muito parecido: as visitantes esconderam os entorpecentes nas partes íntimas, acreditando que passariam despercebidas pela revista. No entanto, as imagens geradas pelo equipamento revelaram as irregularidades, impedindo que as drogas chegassem aos detentos.
Sábado de flagrantes em São Vicente
A movimentação começou intensa no sábado, na Penitenciária 1 “Dr. Geraldo de Andrade Vieira”, em São Vicente. A primeira apreensão envolveu uma mulher de 35 anos, que aguardava na fila para visitar o companheiro preso. Assim que ela passou pelo escâner, os agentes notaram alterações suspeitas nas imagens. Sem ter como negar, ela confessou o crime e, voluntariamente, retirou do corpo um pacote contendo 68 gramas de maconha.
Não demorou muito para que a sirene de alerta (metaforicamente falando) tocasse novamente na mesma unidade. Ainda no sábado, uma jovem de 25 anos, que estava lá para ver um amigo detido, também caiu na malha fina da inspeção. O procedimento foi o mesmo: o aparelho indicou algo errado, ela admitiu a infração e entregou às servidoras um invólucro com 53 gramas de maconha que estava escondido.
Irmã tenta entrar com cocaína em Praia Grande
Já no domingo, a tensão mudou de endereço e foi para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande. Desta vez, a quantidade de drogas interceptada foi ainda maior e envolveu tipos diferentes de entorpecentes.
Uma jovem de apenas 21 anos tentava entrar na unidade para visitar o irmão. Durante a revista eletrônica, o escâner apontou objetos estranhos na região pélvica da visitante. Confrontada pelos agentes, ela confirmou que estava portando drogas. Ela retirou da área íntima um embrulho "recheado" com quase 100 gramas de maconha (99g, para ser exato) e mais 17 gramas de cocaína.
Consequências imediatas
O desfecho para as três mulheres foi direto para a delegacia. As duas detidas em São Vicente foram levadas ao 1º Distrito Policial da cidade, enquanto a jovem flagrada em Praia Grande foi conduzida à delegacia local. Elas tiveram boletins de ocorrência registrados contra si e agora responderão na Justiça.
Além da questão criminal, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) aplicou sanções administrativas rigorosas. Todas as envolvidas foram suspensas do cadastro de visitantes. Isso significa que, por um bom tempo, elas estão proibidas de entrar em qualquer unidade prisional do estado para visitar parentes ou amigos.
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