Violência contra a mulher

Universitária ameaçada por Yuri Cassano pede medida protetiva

Mensagens de Yuri sobre agressão viralizaram e geraram indignação na comunidade.

Imagem: Reprodução / Prefeitura de Santos
Imagem: Reprodução / Prefeitura de Santos

Otávio Alonso Publicado em 04/03/2026, às 02h13


Uma universitária de Santos denunciou ter sido ameaçada por um calouro após recusar um relacionamento, resultando em um registro de ameaça e violência doméstica pela Polícia Civil, que já iniciou a investigação do caso.

Uma universitária de Santos, litoral de São Paulo, denunciou ter sido ameaçada pelo calouro Yuri Cassano, de 20 anos, após recusar a proposta de um relacionamento. A jovem solicitou uma medida protetiva de urgência, alegando que o estudante teria afirmado que a estupraria e agrediria fisicamente após sua recusa. A Polícia Civil registrou o caso como ameaça, injúria e violência doméstica, e a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade já iniciou a investigação.

De acordo com a delegada Deborah Lázaro, titular da DDM, a universitária formalizou a denúncia na segunda-feira (2). A polícia estava realizando investigações preliminares desde o primeiro momento em que tomou conhecimento do fato. Além da ameaça, a polícia está avaliando a possibilidade de enquadrar o caso como incitação ao crime, pois Yuri participava de um grupo em que conteúdos de violência eram compartilhados.

Mensagens enviadas por Yuri à universitária foram divulgadas em grupos de amigos e rapidamente repercutiram na comunidade. Em uma das mensagens, o estudante afirmava que cometeria o crime de agressão até deixar a vítima cega. As mensagens, enviadas dias antes de uma festa de recepção aos calouros na universidade, geraram grande repercussão, com Yuri admitindo sua autoria em um grupo, alegando que se tratava de uma "brincadeira de amigos". Ele posteriormente se desculpou publicamente, reconhecendo seu erro.

Após o incidente, Yuri solicitou seu desligamento da universidade onde havia se matriculado, decisão que foi tomada em conjunto com a família. A universidade, por meio de nota, informou que repudiava qualquer comportamento que violasse a dignidade de sua comunidade acadêmica e confirmou que o estudante não fazia mais parte de seu quadro de alunos. A vítima não se manifestou publicamente após o ocorrido.