Suspeito foi flagrado por câmeras durante agressão em Mongaguá; Justiça considerou risco às vítimas e descumprimento de medidas protetivas para decretar prisão preventiva.

Ana Beatriz Publicado em 12/04/2026, às 10h41
Um homem de 53 anos teve sua prisão preventiva decretada após atacar sua esposa e enteado com um facão em Mongaguá, São Paulo, em um caso que destaca a gravidade da violência doméstica na região.
O crime ocorreu em março durante uma discussão motivada por ciúmes, e o agressor já havia descumprido medidas protetivas anteriores, levando a Justiça a considerar sua reincidência e histórico criminal como fatores de risco para novas agressões.
A Delegacia de Defesa da Mulher solicitou a prisão preventiva, que foi aceita pela Justiça, enquanto o acusado permanece foragido; a defesa contesta as alegações, prometendo provar a inocência do cliente ao longo do processo.
A Justiça decretou a prisão preventiva de um homem de 53 anos acusado de atacar a própria esposa e o enteado com um facão em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O caso, que ganhou repercussão após a divulgação de imagens das agressões, é tratado como mais um episódio grave de violência doméstica na Baixada Santista.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu no dia 28 de março, dentro da residência da família, no bairro Vila Anhanguera. As imagens registradas por câmeras de segurança mostram o momento em que o homem agride a companheira, de 35 anos, e o adolescente, de 14, durante uma discussão motivada por ciúmes.
Descumprimento de medidas e escalada da violência
A vítima já havia registrado boletim de ocorrência anteriormente e conseguido medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha. No entanto, segundo a Polícia Civil, o suspeito descumpriu a determinação judicial ao voltar a se aproximar da mulher e cometer novas agressões dias depois.
Diante da reincidência e da gravidade dos fatos, a Delegacia de Defesa da Mulher solicitou a prisão preventiva do acusado, pedido que foi aceito pela Justiça.
Na decisão, o juiz responsável destacou que o homem apresentava comportamento intimidatório, incluindo perseguição à vítima, danos a bens e histórico de violência, indicando que medidas alternativas não seriam suficientes para garantir a segurança da família.
Histórico criminal pesou na decisão
Outro fator determinante para o decreto de prisão foi o histórico criminal do suspeito. Segundo as autoridades, ele possui antecedentes por crimes como roubo, furto, receptação, estelionato e violência doméstica.
Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça entendeu que havia risco concreto de novas agressões, justificando a prisão preventiva. Até o momento, o homem é considerado foragido.
Defesa contesta versão
A defesa do acusado afirmou que as informações divulgadas não correspondem à realidade dos fatos e que não houve intenção de ferir as vítimas. Segundo a advogada, a inocência do cliente será comprovada ao longo do processo judicial.
Violência doméstica em foco
O caso reacende o alerta sobre a violência doméstica no Brasil, especialmente quando há descumprimento de medidas protetivas, um dos principais desafios no combate a esse tipo de crime.
Especialistas apontam que a escalada da violência, como demonstrado no episódio, costuma ocorrer quando há reincidência e falhas na contenção do agressor, tornando essencial a atuação rápida das autoridades.
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