Crime Organizado

Justiça mantém tornozeleira de “Japa do PCC” após pedido de retirada da defesa

Karen Moura Tanaka Mori é investigada por movimentar recursos do PCC na Baixada Santista; juiz afirma que medidas seguem proporcionais e necessárias até o julgamento

“Japa do PCC” é investigada por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro - Imagem: Reprodução/TH+
“Japa do PCC” é investigada por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro - Imagem: Reprodução/TH+

Otávio Alonso Publicado em 22/01/2026, às 15h50


A Justiça decidiu manter a tornozeleira eletrônica de Karen Moura Tanaka Mori, investigada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC, considerando a medida necessária para o acompanhamento até o julgamento da ação penal.

A Justiça decidiu manter o uso de tornozeleira eletrônica por Karen Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”, investigada por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital com atuação na Baixada Santista.

A decisão foi tomada após a defesa solicitar a retirada do equipamento de monitoramento eletrônico. O pedido foi negado na segunda-feira (19) pelo juiz Tiago Ducatti Lino Machado, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens da Capital.

Na avaliação do magistrado, não houve qualquer alteração nas circunstâncias que motivaram a imposição das medidas cautelares. Segundo a decisão, o contexto fático e probatório do processo permanece o mesmo, conforme manifestação anterior do Ministério Público de São Paulo.

De acordo com as investigações, Karen teria atuado na movimentação e ocultação de recursos financeiros da organização criminosa, utilizando empresas e contas bancárias para dar aparência de legalidade a valores de origem ilícita. A apuração aponta que os recursos estariam ligados a atividades do PCC na região da Baixada Santista.

Monitoramento como alternativa à prisão

Na decisão, o juiz destacou que o uso da tornozeleira eletrônica segue sendo necessário neste estágio do processo. A medida é prevista na legislação como alternativa à prisão preventiva e, segundo o entendimento da Justiça, permite o controle dos deslocamentos da investigada, reduzindo riscos ao andamento da ação penal.

Além do monitoramento eletrônico, Karen também está submetida a outras restrições judiciais, como o cumprimento de horários determinados e a obrigação de comunicar previamente qualquer deslocamento às autoridades.

Processo segue em andamento

O processo continua em tramitação e ainda não há data definida para o julgamento. Até uma decisão definitiva, a investigada deverá cumprir integralmente todas as medidas cautelares impostas pela Justiça.

A defesa nega as acusações e informou que seguirá recorrendo das decisões judiciais ao longo do andamento do processo.