A motocicleta foi apreendida e será devolvida ao seu legítimo proprietário após a prisão da mulher

Redação Publicado em 23/01/2026, às 10h51
Circular pelas ruas sem a placa de identificação no veículo é um dos maiores chamarizes para uma abordagem policial, e foi exatamente esse "descuido" que revelou um crime no bairro Umuarama, em Itanhaém. Na última quarta-feira (21), o que deveria ser apenas uma infração de trânsito acabou terminando na delegacia, com uma mulher presa acusada de estar com uma motocicleta que não lhe pertencia. A ação foi realizada pela equipe do Comando Força Patrulha (CFP), ligada ao 29º Batalhão de Polícia Militar do Interior.
Os policiais faziam o patrulhamento preventivo pelas vias do bairro quando avistaram a motociclista. O fato de a moto estar rodando sem a placa traseira foi o motivo imediato para a ordem de parada. Esse tipo de irregularidade é comum em veículos novos que ainda não foram emplacados, mas também é uma tática muito usada por criminosos para dificultar a identificação de motos roubadas. Diante da dúvida, a equipe decidiu investigar a fundo.
Segredo no chassi
Durante a abordagem, os agentes realizaram a revista pessoal na condutora, mas não encontraram nada de ilícito com ela, como drogas ou armas. O problema, no entanto, estava no veículo em si. Como a moto não tinha a placa para consulta rápida no sistema, os policiais precisaram verificar a numeração do chassi, aquele código único gravado na estrutura de metal da moto, que funciona como o "DNA" do veículo.
Ao inserirem os números no banco de dados da polícia, a suspeita se confirmou. O sistema apontou que aquela Honda CG tinha uma queixa de furto registrada meses antes, ainda em outubro de 2025. Ou seja, o veículo estava rodando ilegalmente nas mãos de terceiros há algum tempo.
Quando foi questionada pela equipe sobre a procedência da moto ou de quem ela teria comprado, a mulher não soube dar explicações convincentes sobre a origem do bem. O silêncio e a falta de documentos comprobatórios complicaram sua situação.
Diante do flagrante, ela recebeu voz de prisão e foi levada na viatura até o Distrito Policial da cidade. Lá, o caso foi registrado como receptação, crime que ocorre quando alguém adquire, recebe ou oculta produto de crime. A mulher permanece detida à disposição da Justiça, e a moto foi apreendida para ser devolvida ao verdadeiro dono.
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