Equipamentos de alta tecnologia barraram entorpecentes escondidos em partes íntimas

Redação Publicado em 14/04/2026, às 09h27
As revistas de rotina realizadas no último sábado (11) em unidades prisionais da região acabaram em delegacia para três mulheres que tentavam entrar com materiais proibidos. As apreensões ocorreram em presídios de Mongaguá, São Vicente e Praia Grande, no momento em que os familiares passavam pelo sistema de escâner corporal antes de visitarem os detentos.
No Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá, os policiais penais tiveram trabalho dobrado. Primeiro, uma mulher de 41 anos, que ia visitar o marido, foi flagrada pelo equipamento de raio-x. Ela confessou que escondia um pacote com 278 gramas de cocaína nas partes íntimas e entregou o entorpecente voluntariamente. Pouco depois, uma jovem de 25 anos, que visitaria o irmão, caiu na mesma fiscalização com 230 gramas da mesma droga escondidos do mesmo modo.
Flagrantes e punições imediatas
Em Praia Grande, a fiscalização no Centro de Detenção Provisória (CDP) também barrou uma visitante de 45 anos. Ao ser questionada sobre uma mancha estranha que apareceu na imagem do escâner, ela admitiu a irregularidade e retirou um par de meias que estava escondido em seu corpo. Embora não fosse droga, a tentativa de enganar a vigilância fez com que ela perdesse o direito de entrar na unidade.
Já em São Vicente, na Penitenciária 1, uma mulher também foi barrada após o escâner apontar algo suspeito. Diferente das outras, ela se recusou a passar por exames médicos em um hospital para provar que estava "limpa". Por conta dessa negativa, ela foi impedida de entrar e teve o cadastro de visitas bloqueado, seguindo as regras de segurança do sistema prisional.
Consequências para as visitantes
Todas as mulheres envolvidas nos episódios de sábado foram cortadas do rol de visitas da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Isso significa que elas não podem mais entrar em nenhum presídio do estado por tempo indeterminado. Aquelas que foram flagradas com drogas foram levadas para a delegacia, onde o caso foi registrado como tráfico de entorpecentes, crime que pode render anos de prisão.
A direção das unidades informou que procedimentos internos foram abertos para investigar se os presos que receberiam as visitas tiveram participação no planejamento da entrada das drogas. Esse tipo de fiscalização rigorosa com tecnologia de ponta tem sido a principal ferramenta para evitar que o crime organizado consiga abastecer os detentos com substâncias ilícitas e objetos proibidos durante os dias de visitação.
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