Prisão ocorreu após análise de celular de Pandora, líder da facção; homem gravou áudio comentando sobre investigações

Redação Publicado em 07/04/2026, às 16h45
Leandro da Luz Silva, conhecido como 'Nike', foi preso em Mongaguá por ser membro do PCC e atuar como 'disciplina', responsável por punir desrespeitos dentro da facção, o que evidencia a continuidade das operações contra o crime organizado na região.
A prisão ocorreu após a análise de dados do celular de Ariane de Pontes Rolim, líder do grupo de 'disciplinas', que havia sido detida anteriormente, revelando uma estrutura hierárquica e a preocupação com a segurança das comunicações entre os membros.
A Polícia Civil apreendeu dois celulares durante a operação e segue com investigações sigilosas, visando desmantelar a atuação de líderes do PCC no litoral paulista, enquanto a defesa de Leandro ainda não se manifestou.
Leandro da Luz Silva, de 36 anos, conhecido pelo apelido de “Nike”, foi preso em Mongaguá, litoral de São Paulo, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele exercia a função de “disciplina”, responsável por aplicar castigos a membros que desrespeitassem as regras da organização criminosa na cidade.
A prisão foi realizada na segunda-feira (6), no bairro Itaoca, pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém. Segundo a Polícia Civil, a identificação de Leandro foi possível após a análise de dados contidos no celular de Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, conhecida como Pandora ou Penélope. Ela liderava o grupo de “disciplinas” da facção na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, e foi presa no dia 10 de março em Itanhaém.
Durante a operação, dois celulares foram apreendidos. Um áudio obtido pela Polícia Civil mostrou Leandro comentando sobre as investigações que resultaram na prisão de Pandora, demonstrando preocupação com o monitoramento das atividades da facção. Ele alertava outro integrante sobre os cuidados com o telefone, reforçando a importância da comunicação segura entre os membros.
Além de Leandro, a análise do celular de Pandora permitiu identificar Luiz Rodrigo Costa Ramos, conhecido como “RD”, apontado como gerente de tráfico em Itanhaém e preso no dia 11 de março. As mensagens e áudios encontrados indicam a organização hierárquica da facção, incluindo registros de punições internas e assuntos estratégicos para o funcionamento do grupo criminoso.
A defesa de Leandro ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. A Polícia Civil mantém sigilo sobre detalhes da investigação, mas afirma que os dados obtidos reforçam o combate à atuação de líderes e integrantes da facção no litoral paulista.
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