Investigação comandada pela Deic começou após descoberta de desvios de equipamentos por trabalhadores de dentro da empresa

Redação Publicado em 24/06/2026, às 09h27
Uma força-tarefa da Polícia Civil fechou o cerco contra uma quadrilha especializada em desviar e reconfigurar equipamentos de pagamento eletrônico para aplicar golpes e alimentar esquemas de apostas ilegais. A chamada Operação Famulus, deflagrada nesta terça-feira (23), movimentou policiais em várias regiões e cumpriu um mandado de busca e apreensão em Peruíbe. De acordo com as investigações, o rombo financeiro provocado pelos criminosos atinge a impressionante marca de R$ 1 milhão.
Os trabalhos de inteligência foram coordenados de perto pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Araçatuba, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Ao todo, os policiais civis saíram às ruas para cumprir sete mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão. Além de Peruíbe, as viaturas circularam por bairros de Araçatuba, São Paulo, Cotia, Diadema e também na capital do Rio de Janeiro.
Funcionários desviavam os aparelhos de dentro da empresa
A investigação que desmantelou o bando começou em fevereiro deste ano, quando os policiais descobriram uma falha de segurança grave em uma empresa que fabrica e distribui as maquininhas de cartão. Segundo os investigadores, funcionários corruptos que trabalhavam dentro da própria companhia faziam o desvio dos equipamentos e os entregavam diretamente para os líderes da organização criminosa.
Com os aparelhos em mãos, o grupo realizava uma espécie de clonagem e reconfiguração interna nos sistemas eletrônicos. Depois de adulteradas, as máquinas ganhavam duas utilidades principais no submundo do crime: servir como meio de pagamento para bancar jogos de azar clandestinos e ser usadas como isca em golpes financeiros aplicados contra vítimas desavisadas.
Montanha de celulares e chips apreendidos
Durante as buscas nos endereços dos suspeitos, os policiais conseguiram recolher um arsenal de provas e bens de valor, que incluem:
Os sete homens capturados na operação foram indiciados pelos crimes de furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro, e foram levados para o sistema prisional, onde permanecem trancados à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil de Araçatuba informou que as investigações continuam com a análise dos computadores e celulares apreendidos para tentar descobrir quem eram os compradores dessas máquinas e identificar outros funcionários que participavam do esquema.
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