Durante as prisões, polícia apreende materiais usados para aplicar golpes, incluindo cartões e máquinas de cartão

Redação Publicado em 30/03/2026, às 09h57
Uma investigação que cruzou as fronteiras de São Paulo terminou com a prisão de dois homens acusados de enganar uma idosa de 85 anos em Mongaguá. A vítima, que mora no litoral paulista, acabou caindo no conhecido golpe do bilhete premiado em novembro de 2025 e teve um prejuízo enorme, calculado em mais de R$ 100 mil. Para colocar as mãos nos suspeitos, a Polícia Civil montou uma força-tarefa batizada de "Operação Prêmio Fantasma", que seguiu o rastro dos criminosos até o Sul do país.
Segundo o apurado pela equipe da Delegacia Sede da cidade, o grupo era bem organizado e contava com a participação de pelo menos cinco pessoas, duas mulheres e três homens. Após meses de trabalho de inteligência, os policiais conseguiram identificar que os chefes do esquema estavam escondidos em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e em Curitiba, no Paraná. Os agentes viajaram até esses estados para cumprir os mandados de prisão contra os homens de 47 e 31 anos.
Apreensões
Durante as buscas nas casas dos investigados, a polícia encontrou um verdadeiro "kit de estelionato". Foram recolhidos diversos cartões de banco, talões de cheque, aparelhos de celular e até máquinas de cartão, que possivelmente eram usadas para passar os valores das vítimas. Além de todo esse material, um carro que estava com a dupla também foi apreendido e levado para o pátio da polícia. Tudo indica que os objetos eram ferramentas essenciais para manter o bando funcionando.
O trabalho da Polícia Civil revelou ainda que essa quadrilha não agia apenas no litoral de São Paulo. Os investigadores acreditam que o grupo viajava por todo o Brasil aplicando o mesmo tipo de golpe em idosos, causando prejuízos financeiros para dezenas de famílias. Com a prisão desses dois integrantes, a expectativa é que novas vítimas apareçam e que os outros três envolvidos, que ajudaram a enganar a idosa em Mongaguá, sejam localizados nos próximos dias.
Os suspeitos agora respondem pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Eles permanecem presos e à disposição da Justiça, enquanto o material apreendido passa por uma perícia detalhada para identificar outras contas bancárias usadas pelo grupo. A polícia orienta que familiares de idosos conversem sobre esse tipo de abordagem, já que os criminosos costumam ser muito persuasivos e usam a promessa de dinheiro fácil para ganhar a confiança das vítimas mais vulneráveis.
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