Guardas municipais faziam cerco na comunidade quando descobriram imóvel usado para refino; dupla conseguiu escapar pulando muros

Redação Publicado em 18/05/2026, às 11h40
O que começou como uma simples tentativa de abordagem de trânsito acabou levando as forças de segurança a um prejuízo enorme para o crime organizado. Na última sexta-feira (15), equipes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), que faz parte da Guarda Civil Municipal, estouraram um laboratório clandestino de refino e distribuição de entorpecentes, conhecido popularmente como “casa bomba”, no bairro Vila Nova, em Guarujá.
Tudo começou quando os guardas faziam uma ronda preventiva pela Avenida Antenor Pimentel e cruzaram com um motociclista andando em uma moto sem placa. Assim que percebeu que seria parado, o condutor ignorou os sinais sonoros, acelerou fundo e começou a costurar o trânsito em alta velocidade. As viaturas da Romu foram atrás dele em um acompanhamento tático pelas ruas da região até a comunidade da Vila Nova, mas o motociclista conseguiu aproveitar os becos estreitos para fugir e acabou sendo perdido de vista.
Fuga pelos fundos e cheiro forte
Os agentes não desistiram e continuaram fazendo buscas pela comunidade, ganhando o reforço de mais uma equipe operacional da corporação. Pouco tempo depois, os guardas desconfiaram de dois homens que andavam pela calçada em atitude suspeita. Ao avistarem o comboio da GCM, a dupla saiu correndo em disparada, entrou em uma casa e conseguiu escapar do cerco pulando os muros dos fundos do terreno.
Apesar de ninguém ter sido preso, os guardas notaram que os fugitivos deixaram a porta da residência encostada. Na calçada, já dava para sentir um cheiro muito forte de entorpecentes saindo dali de dentro. Desconfiados, os agentes da Romu entraram no imóvel e deram de cara com uma verdadeira fábrica de drogas, estruturada com mesas e insumos para misturar, preparar e embalar os produtos que abasteceriam os pontos de venda locais.
Toneladas e litros de produtos químicos
Dentro dos cômodos da "casa bomba", os guardas recolheram dezenas de tabletes de maconha prensada e vários tonéis industriais cheios de produtos químicos líquidos usados no batismo e refino das substâncias. A perícia técnica da Polícia Civil foi chamada para fazer os levantamentos na estrutura e, após a pesagem oficial na delegacia, os números impressionaram: foram apreendidos cerca de 57,49 quilos de maconha e mais de 320 litros de misturas químicas.
Todo o carregamento ilegal e os utensílios de pesagem foram carregados nas viaturas e encaminhados direto para o 1º Distrito Policial de Guarujá. O delegado de plantão registrou a ocorrência como apreensão de entorpecentes e localização de espaço para refino de drogas. Agora, a Polícia Civil vai abrir um inquérito e usar as informações colhidas no endereço para tentar descobrir quem eram os homens que fugiram e quem é o verdadeiro dono do laboratório clandestino.
Leia também

Após eliminação, Pai de Neymar publica carta aberta ao filho: "Volte a sentir alegria com a bola nos pés"

Comemorações de Flavio Cobolli em Wimbledon "zicam" seleções na Copa do Mundo

Fim de equipes irmãs e a volta do reabastecimento na Fórmula 1

Após amistoso, Pepê Fermino tem lesão muscular confirmada e inicia tratamento

Com a rescisão de contrato, Tomás Rincón se despede do Santos: "Desejo o melhor para o clube"

Ônibus atinge vagão do VLT e assusta passageiros em cruzamento de Santos

Comemorações de Flavio Cobolli em Wimbledon "zicam" seleções na Copa do Mundo

Torcedores protestam na sede da CBF após eliminação do Brasil na Copa do Mundo

Conversão proibida na rodovia Rio-Santos causa acidente e mata motociclista em Bertioga

Praia Grande cria comissão e projeta Portal do Clima para conter impactos do Super El Niño