Investigação da 3ª Delegacia de Homicídios culminou na prisão de Orlando e Barbara, que se disfarçaram como ambulantes

Redação Publicado em 04/02/2026, às 08h15
Quem passava pela barraca de mandioca no bairro Cidade Ocian, em Praia Grande, jamais imaginaria que aquele casal de vendedores, aparentemente comuns e trabalhadores, carregava um segredo tão pesado. A rotina de trabalho nas ruas escondia um passado violento que, finalmente, veio à tona nesta terça-feira (3). Orlando Fernandes da Costa, de 42 anos, e Barbara Andrea, de 46, foram presos após passarem mais de uma década fugindo da Justiça.
A prisão foi o resultado de um trabalho minucioso de inteligência da 3ª Delegacia de Homicídios. Os investigadores receberam pistas de que os foragidos estariam ganhando a vida como ambulantes na região. A partir daí, começou um trabalho de paciência: os agentes passaram a monitorar os passos da dupla, observando os horários que eles saíam para trabalhar e o trajeto de volta para casa. Quando tiveram certeza de que eram os procurados, a equipe agiu. A abordagem aconteceu na Rua Dom Pedro II e o casal se entregou sem oferecer resistência.
O crime e a fuga
A história que levou Orlando e Barbara para a lista de procurados aconteceu bem longe do litoral, na cidade de Campinas, ainda em 2011. Segundo os registros da época, tudo começou com uma discussão banal. Barbara teria se desentendido com uma jovem de apenas 20 anos. As duas já se conheciam, mas a briga saiu do controle rapidamente.
Foi nesse momento que Orlando, conhecido pelo apelido de "Orlandinho", entrou na confusão de forma trágica. Ele sacou uma arma e atirou contra a garota, tirando a vida dela por um motivo considerado fútil pela polícia. Logo após os disparos, o casal fugiu e começou sua longa jornada para escapar da cadeia.
Uma vida nas sombras
Para não serem pegos, eles adotaram uma estratégia de discrição total. As investigações mostram que o casal rodou por algumas cidades antes de escolher Praia Grande como esconderijo definitivo, por volta de 2016.
Durante todos esses anos vivendo no litoral, eles criaram uma rotina quase invisível. Evitavam frequentar lugares movimentados que não fossem o ponto de venda, não se envolviam em confusões e mantinham horários alternados para não chamar a atenção da vizinhança ou da polícia. A ideia era parecer apenas mais uma família tentando sobreviver. O disfarce funcionou por quase oito anos na cidade, mas caiu por terra nesta semana. Agora, ambos foram levados para a delegacia e o processo pelo homicídio cometido há 13 anos voltará a andar.
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