Apesar da queda no desemprego, a informalidade atinge 37,4%, com estados do Norte e Nordeste liderando os índices
Redação Publicado em 14/08/2026, às 10h58
A taxa de desemprego recuou em 13 estados brasileiros durante o segundo trimestre de 2026, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No cenário nacional consolidado, o índice de desocupação fechou o período em 5,4%, demonstrando uma trajetória consistente de queda na comparação com os 6,1% apurados no primeiro trimestre deste ano e os 5,8% registrados em igual intervalo de 2025.
Os recuos regionais mais expressivos na desocupação foram observados no Rio Grande do Norte (-1,9 ponto percentual), na Paraíba (-1,6 p.p.) e no Acre (-1,6 p.p.). As menores taxas de desemprego do país foram registradas em Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%) e Espírito Santo (2,3%), enquanto os maiores índices se concentraram no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%) e Pernambuco (8,3%). Conforme explicou o analista do IBGE William Kratochwill, a disparidade reflete fatores estruturais, como nível de industrialização, escolaridade média e dinamismo econômico de cada unidade federativa.
Desigualdades, subutilização e mercado de trabalho formal
O levantamento do IBGE também evidencia disparidades por gênero e raça: a taxa de desocupação permaneceu superior entre as mulheres (6,4%) em comparação aos homens (4,6%). No recorte racial, o desemprego ficou em 4,2% entre trabalhadores brancos, subindo para 6,1% entre pardos e 6,9% entre pretos. No quesito instrução, profissionais com ensino superior completo registraram taxa de apenas 3,0%, contra 9,0% entre aqueles com ensino médio incompleto. Já a subutilização da força de trabalho atingiu 12,9%, e a taxa de desalentados, que desistiram de buscar vaga, ficou em 2,1%, com maiores concentrações no Nordeste.
No âmbito da formalidade, 74,4% dos empregados do setor privado possuíam carteira de trabalho assinada, com destaque para Santa Catarina (86,7%) e São Paulo (82,0%). Em contrapartida, a taxa média de informalidade no Brasil fechou em 37,4%, liderada por estados do Norte e Nordeste como Maranhão (56,9%) e Pará (55,9%). Por fim, o número de desempregados em busca de recolocação há dois anos ou mais recuou 15,6% em um ano, caindo para 1,1 milhão de brasileiros.