Aparição do veleiro inglês Kestrel surpreende moradores e turistas em Santos, revelando sua estrutura
Gabriel Nubile Publicado em 23/10/2025, às 08h36
Uma foto tirada nesta semana mostra um cenário que sempre chama a atenção em Santos, os restos de um antigo navio "fantasma" completamente descobertos na areia da praia do Embaré, perto do Canal 5. A aparição surpreendente do veleiro inglês Kestrel aconteceu devido à maré, que ficou muito baixa nos últimos dias, revelando a estrutura que está presa ali há 130 anos.
O registro foi feito pelo jornalista Gerson Rodrigues na manhã de quarta-feira (22), durante uma caminhada pela orla. Ele compartilhou a imagem nas redes sociais com a legenda "Hoje ele deu o ar da graça", comentando como a estrutura estava bem visível com o recuo do mar.
A Prefeitura de Santos confirmou que a maré baixa desde o último fim de semana deixou os destroços do antigo veleiro à mostra. Para evitar acidentes com curiosos, a administração municipal lembrou que toda a área onde estão os restos do navio é cercada e possui placas de aviso, proibindo a aproximação de banhistas.
Um naufrágio de 1895
A história por trás desses destroços remonta ao ano de 1895. Pesquisadores acreditam que a estrutura pertence ao veleiro inglês Kestrel. Segundo jornais da época, o navio encalhou na praia após ser arrastado por um forte vento, pois estava sem seu capitão a bordo. Um barco de reboque até tentou salvar a embarcação, mas não teve sucesso, e o Kestrel ficou ali, sendo engolido pela areia e pelo tempo.
Não é a primeira vez que o "navio fantasma" resolve aparecer. Desde que os primeiros pedaços da estrutura foram notados em 2017, outras aparições foram registradas em 2018, 2019 e 2020, sempre em períodos de maré muito baixa. A cada vez que surge, o Kestrel revela um pouco mais de seus segredos.
Pesquisas feitas no local já mostraram que a frente do navio (proa) está apontada na direção de São Vicente, e a parte traseira (popa) fica perto do Canal 5, mas sem encostar na estrutura do canal, que foi construída bem depois, em 1927. Um exame com sonar chegou a detectar um objeto de metal de seis metros dentro dos destroços, mas ainda não se sabe exatamente o que é. A prefeitura continua monitorando a área desde 2017.