Secretaria de Segurança Pública confirmou o caso como feminicídio, e as buscas pelo suspeito seguem intensificadas na região
Redação Publicado em 20/02/2026, às 08h19
O bairro São Fernando, em Itanhaém, foi palco de um crime brutal que chocou os moradores do litoral de São Paulo na última quarta-feira (18). Geovana Stefany Trajano Silva, de apenas 19 anos, foi encontrada morta com um tiro na nuca dentro da residência da família. O principal suspeito do crime é o seu companheiro, Juan Gustavo Nelson Ascenço Da Silva, de 18 anos, que está foragido desde o momento da ocorrência.
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na Delegacia Seccional de Itanhaém, o crime aconteceu por volta das 19h. O barulho de um disparo de arma de fogo ecoou pela vizinhança e foi o primeiro sinal da tragédia. Um dos irmãos do suspeito, que estava em um estabelecimento comercial próximo, relatou ter ouvido o tiro, seguido imediatamente pelo choro desesperado da filha do casal, uma bebê de apenas oito meses de vida.
Versões conflitantes e a cena do crime
Ao entrar na residência, o familiar encontrou a criança sobre a cama e Geovana caída no chão do quarto, rodeada por uma grande quantidade de sangue. Outro irmão de Juan chegou à casa logo em seguida, após ser alertado por vizinhos. Este segundo depoimento traz detalhes perturbadores: ele encontrou o suspeito sentado no quintal, segurando o corpo da vítima ensanguentada no colo.
Naquele momento, Juan teria apresentado uma versão que a polícia agora contesta. Ele alegou que ambos estavam na rua e que Geovana teria entrado sozinha na casa minutos antes de ele ouvir o disparo. Segundo o relato, ele teria arrastado a companheira do quarto até o quintal na tentativa de prestar socorro. No entanto, o suspeito aproveitou o momento de confusão enquanto a ambulância era aguardada para fugir do local, sem deixar pistas de seu paradeiro.
Investigação e perícia
A Polícia Militar, ao chegar à cena, encontrou evidências que complicam a situação do investigado. Uma espingarda artesanal de calibre 28 foi localizada encostada na parede da sala de estar. No quarto do casal, vestígios de sangue ao lado da cama corroboram a tese de que o disparo ocorreu naquele cômodo, invalidando parte das justificativas iniciais do suspeito.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o caso foi oficialmente registrado como feminicídio. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) apenas pôde constatar o óbito no local devido à gravidade do ferimento. Agora, as diligências prosseguem de forma intensificada na Baixada Santista para localizar Juan Gustavo e esclarecer a real motivação do crime. O corpo de Geovana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e a arma do crime passará por perícia técnica.