Polícia

Força Tática invade "tribunal do crime" em Mongaguá e prende suspeito com mala de drogas

Suspeitos fugiram, mas um homem foi detido e drogas foram encontradas em um cativeiro usado por facções criminosas

A prisão foi registrada em Mongaguá, onde o suspeito enfrenta acusações de tráfico de drogas e associação criminosa - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 18/02/2026, às 10h41

Uma operação cirúrgica da Polícia Militar impediu que mais um episódio de violência fosse consumado pelo crime organizado na Baixada Santista. Na última segunda-feira (15), equipes da Força Tática estouraram um cativeiro onde ocorria um "tribunal do crime", julgamento clandestino realizado por facções para sentenciar rivais ou devedores, no bairro Jussara, em Mongaguá. A ação resultou na prisão de um homem e na apreensão de drogas.

A mobilização policial começou após o recebimento de uma denúncia anônima via Copom (Centro de Operações da Polícia Militar). As informações detalhavam que um grupo de indivíduos faccionados estava reunido em um imóvel da região para realizar um "debate", termo utilizado pelos criminosos para definir a sessão de julgamento que, muitas vezes, termina em execuções brutais.

O cerco e a prisão

Ao perceberem a aproximação das viaturas e o cerco policial, houve correria. Vários suspeitos conseguiram fugir por áreas de mata e becos adjacentes, aproveitando o conhecimento do terreno. No entanto, os agentes conseguiram deter um dos homens que participava da reunião. Ele não teve tempo de escapar e foi abordado ainda no local.

Durante a varredura no imóvel, a polícia descobriu que o local não servia apenas como tribunal, mas também como um centro de distribuição de entorpecentes. Foi localizada uma mala carregada com uma grande quantidade de drogas. O material já estava fracionado, embalado e pronto para ser comercializado nas "biqueiras" da cidade.

Golpe no tráfico

A ocorrência foi registrada no Distrito Policial Sede de Mongaguá. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante por tráfico de drogas e associação criminosa. Ele permanece preso à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia. O material apreendido foi encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística (IC).

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