Enquanto é alvo de investigação por suposta abordagem a adolescentes nas redes sociais, parlamentar sancionou lei municipal voltada ao combate à violência sexual contra crianças e jovens.
Redação Publicado em 15/02/2026, às 13h06
Diego Gomes Vieira, vereador de Praia Grande, no litoral paulista, é autor da Lei Municipal 2.282/2025, conhecida como Lei Felca, que institui ações de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes no município.
O detalhe que chama atenção é que o parlamentar passou a ser investigado pela Polícia Civil por suspeita de exploração sexual envolvendo dois adolescentes, de 15 e 16 anos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o caso é apurado como suspeita de exploração sexual por meio das redes sociais.
A defesa do vereador nega as acusações e afirma que ele não foi formalmente notificado.
O que é a Lei Felca
A proposta foi apresentada em agosto de 2025 e leva o nome de Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, que ganhou notoriedade ao denunciar casos de suposta exploração de menores na internet.
A lei foi sancionada em outubro de 2025 e criou a campanha Maio Laranja no município, com objetivos como:
Sensibilizar a população sobre violência sexual contra crianças e adolescentes;
Incentivar denúncias, principalmente envolvendo exploração digital;
Fortalecer a rede de apoio psicológico às vítimas;
Orientar pais e jovens sobre riscos como aliciamento virtual (grooming) e pornografia infantil.
As denúncias
O caso veio à tona após a mãe de um adolescente de 16 anos registrar boletim de ocorrência na Central de Polícia Judiciária. Segundo relato, o jovem teria recebido mensagens via Instagram com ofertas de dinheiro em troca de favores sexuais. Parte das conversas teria sido enviada no modo temporário, que apaga automaticamente o conteúdo.
O celular do adolescente foi apreendido para perícia.
Um segundo adolescente, de 15 anos, também relatou situação semelhante. A advogada das famílias afirmou que formalizou denúncia no Ministério Público do Estado de São Paulo e busca identificar possíveis outras vítimas.
Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura e a Câmara Municipal não haviam se manifestado.
O que diz a defesa
Em nota, o advogado do parlamentar afirmou que não teve acesso ao conteúdo das denúncias e que não houve notificação formal. A defesa declarou que as acusações são negadas e que medidas legais serão adotadas para preservar a imagem do vereador.