Investigação revela que 'Malévola' atuava como elo de comunicação entre líderes presos e operadores do tráfico nas ruas

Redação Publicado em 13/02/2026, às 08h44
Uma operação cirúrgica da Polícia Civil resultou, na manhã desta quinta-feira (12), na prisão de uma peça-chave do crime organizado na Baixada Santista. Uma mulher de 44 anos, conhecida no submundo do crime pelas alcunhas de "Malévola" e "Loira", foi detida em Itanhaém sob a acusação de exercer a função de "sintonia geral" de uma facção criminosa. A prisão representa um duro golpe na estrutura logística e comunicacional do grupo que atua no litoral de São Paulo.
A ação foi coordenada por equipes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém, subordinada ao Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter-6). Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão logo nas primeiras horas do dia, por volta das 6h, surpreendendo a suspeita em um imóvel localizado na Rua Um, no bairro Guapurá, uma área residencial da cidade.
Papel da "Sintonia Geral"
Segundo as investigações, que vinham sendo conduzidas há semanas com base em serviços de inteligência e cruzamento de dados, "Malévola" não era apenas uma integrante comum. O cargo de "sintonia geral" atribui a ela a responsabilidade de ser o elo de comunicação e decisão entre as lideranças presas, os comandos regionais e os operadores do tráfico nas ruas. Ela articulava ordens, repassava diretrizes e mantinha a coesão entre os diferentes núcleos da organização em diversos municípios da região.
Prova do crime
Durante a varredura na residência, os policiais civis encontraram um verdadeiro escritório do crime. Foram apreendidos diversos aparelhos celulares, que agora passarão por perícia para extração de dados, máquinas de cartão de crédito e débito, além de cadernos com anotações manuscritas.
Esses cadernos são considerados o "tesouro" da operação. Neles, segundo a polícia, estava detalhada a contabilidade do tráfico, incluindo a divisão de tarefas entre os membros, o controle do fluxo de caixa e os repasses financeiros da quadrilha. O material apreendido servirá como base para novas investigações, podendo levar à identificação de outros integrantes da rede criminosa.
"Malévola" foi presa em flagrante e levada à delegacia, onde o caso foi registrado. Após os procedimentos legais de praxe, ela foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. O material recolhido foi enviado ao Instituto de Criminalística (IC) para análise técnica.
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