Fiscais e investigadores recolheram milhares de eletrônicos sem nota fiscal; delegacia vai rastrear origem dos aparelhos para devolver aos donos
Redação Publicado em 27/05/2026, às 09h21
Uma ofensiva em larga escala contra o mercado ilegal de eletroeletrônicos provocou um prejuízo gigantesco para o crime organizado no Litoral Paulista. Batizada de Operação Linha Segura, a força-tarefa deflagrada pela Polícia Civil da Baixada Santista resultou na apreensão de cerca de 8 mil telefones celulares e na prisão em flagrante de quatro indivíduos. A ação mirou comércios suspeitos em quatro municípios vizinhos: Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga, todas cidades que ficam sob a cobertura da Delegacia Seccional de Santos.
O foco principal das equipes de investigação foi o combate direto aos crimes patrimoniais, fechando o cerco contra estabelecimentos que lucram com a receptação, furto, roubo e o comércio irregular de dispositivos móveis. Durante as batidas policiais, os agentes civis entraram em dezenas de lojas de assistência técnica, venda e manutenção de eletrônicos. Nesses locais, foram encontrados milhares de aparelhos, carcaças, peças de reposição e acessórios que não possuíam nenhuma comprovação de origem lícita ou nota fiscal compatível.
Rastreamento dos aparelhos e identificação de vítimas
Em uma entrevista coletiva concedida à imprensa para apresentar o balanço da operação, o delegado seccional de Santos, Rubens Barazal, explicou que o trabalho dos investigadores está longe de terminar. De acordo com o chefe da polícia local, o foco da corporação agora é fazer um pente-fino tecnológico para descobrir a procedência de cada um dos celulares recuperados. As equipes separaram todas as apreensões por lotes e unidades para cruzar os números de série e códigos de identificação com os boletins de ocorrência de roubo feitos pelas vítimas da região.
A autoridade policial fez questão de lembrar que os suspeitos presos nessa operação já vão sentir o peso de uma nova legislação federal que foi sancionada recentemente no país. Essa nova lei endureceu bastante as regras do Código Penal, aumentando consideravelmente o tempo de prisão para quem comete crimes como furto, roubo, receptação e estelionato, justamente para tentar frear essa onda de crimes que atinge os pedestres nas ruas.
Com a atualização da legislação, quem for pego cometendo furto de celular agora enfrenta uma pena que varia de 4 a 10 anos de reclusão. No caso do crime de roubo, quando há o uso de violência ou ameaça, a pena mínima subiu para 6 anos, podendo chegar a 10 anos e receber agravantes dependendo da situação. O delegado reforçou que, com o endurecimento das regras de segurança, todos os indivíduos detidos em flagrante nessas lojas foram transferidos direto para a cadeia pública, sem direito a fiança na delegacia, e permanecem presos aguardando as determinações da Justiça.