Investigação Policial

Suspeito de liderar quadrilha no Guarujá se apresentava como pastor e é ligado a assalto internacional

Homem apontado como chefe de grupo criminoso é investigado por roubos a moradores e participação em assalto contra autoridade judicial boliviana no litoral paulista.

Alex Tomaz Campos, suspeito de liderar quadrilha investigada por roubos no Guarujá. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 28/02/2026, às 13h34

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A Polícia Civil prendeu um homem suspeito de chefiar uma quadrilha especializada em assaltos a moradores no Guarujá, no litoral de São Paulo. Identificado como Alex Tomaz Campos, de 38 anos, ele também se apresentava como pastor em uma igreja da cidade, segundo as investigações.

De acordo com a corporação, o suspeito é apontado como peça central de uma organização criminosa responsável por roubos em frente a residências, sempre com abordagem rápida e planejamento prévio. A polícia afirma que ele recrutava integrantes, definia alvos e organizava a logística das ações e das fugas.

Alex também é investigado por participação no assalto ao magistrado boliviano Romer Saucedo Gómez, presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Bolívia, crime ocorrido em dezembro de 2025, quando a vítima estava em viagem de lazer na cidade. Na ocasião, criminosos levaram celulares, dinheiro, relógio e pertences de familiares e acompanhantes.

A prisão ocorreu durante operação da Delegacia Sede do município. Segundo o boletim de ocorrência, os suspeitos foram detidos após perseguição policial. Durante a tentativa de abordagem, integrantes do grupo fugiram em um veículo e um deles chegou a apontar arma contra os agentes. O carro acabou envolvido em uma colisão, permitindo a detenção dos investigados.

Além de Alex, outros dois homens foram presos suspeitos de integrar a quadrilha. Armas e celulares foram apreendidos, e uma das vítimas reconheceu o suspeito como participante direto de um dos crimes registrados por câmeras de monitoramento.

Nas redes sociais, o investigado publicava imagens realizando pregações religiosas e utilizava frases de cunho cristão em perfis pessoais. Aos policiais, ele afirmou trabalhar como motorista de aplicativo e atuar como líder religioso.

A Polícia Civil informou que um quarto suspeito segue foragido. O caso foi registrado como associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e posse ilegal de arma, e as investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e crimes relacionados ao grupo.

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