Polícia Civil apura se histórico de desavenças motivou o ataque brutal

Redação Publicado em 03/06/2026, às 08h46
Um crime brutal chocou os moradores do bairro Sítio Novo, em Cubatão, na tarde da última sexta-feira (29). Luis Carlos da Silva Ramos, de 58 anos, foi assassinado com 18 facadas em frente a um estabelecimento comercial da região. O caso, cercado de mistérios e com o local do crime adulterado, está sob investigação da Polícia Civil, que tenta desvendar a motivação e a autoria do homicídio.
Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e chegou ao endereço por volta das 16h. No local, os socorristas encontraram a vítima caída e ensanguentada. A equipe médica ainda realizou manobras na tentativa de reanimar Luis Carlos, mas ele não resistiu à gravidade das perfurações e o óbito foi constatado ali mesmo.
Versões desencontradas e local limpo por populares
Curiosamente, a Polícia Militar não foi acionada para isolar a cena do crime no momento do ataque. Segundo o boletim de ocorrência, os policiais receberam o chamado apenas para comparecer ao Pronto-Socorro Central da cidade, onde o corpo já havia sido levado. No hospital, os agentes conversaram com a esposa da vítima. Ela relatou que estava trabalhando quando sua filha ligou e foi buscá-la às pressas, avisando sobre as facadas sofridas pelo padrasto.
Ao ser ouvida pelos militares, a filha de Luis Carlos afirmou que também soube do ocorrido por um telefonema de terceiros. Ela declarou que não tinha conhecimento de que o pai possuía inimigos, mas mencionou que ele fazia uso constante de bebidas alcoólicas.
A maior dificuldade inicial para os investigadores, no entanto, veio das próprias testemunhas e curiosos. O documento policial aponta que a cena do crime foi totalmente prejudicada para a realização da perícia técnica oficial, uma vez que moradores da área decidiram limpar o sangue e o espaço da calçada antes da chegada e preservação da polícia.
Histórico de brigas, ameaças e ficha policial
Na delegacia, os depoimentos começaram a desenhar um cenário complexo sobre a rotina da vítima. A enteada de Ramos prestou depoimento e afirmou não saber quem poderia ter desferido os golpes, mas trouxe à tona o comportamento explosivo do padrasto. Segundo ela, ele possuía um histórico antigo de desavenças pelo bairro e costumava se envolver em discussões acaloradas, principalmente quando estava sob o efeito de álcool.
Ainda de acordo com o relato da enteada aos investigadores, Luis Carlos já vinha sendo alvo de juras de morte na comunidade. Ela revelou, inclusive, um episódio violento recente: na semana anterior ao homicídio, o próprio padrasto teria esfaqueado um homem no bairro.
Durante o registro da ocorrência, a Polícia Civil realizou uma pesquisa nos sistemas de segurança pública e constatou que Luis Carlos possuía antecedentes criminais importantes na Baixada Santista. Contra ele, constavam registros de boletins de ocorrência anteriores pelo crime de estupro de vulnerável e uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, ambos os casos ocorridos em Cubatão. O Setor de Homicídios da Delegacia Sede do município segue ouvindo testemunhas comerciais e busca imagens de câmeras de monitoramento que possam identificar o autor das 18 facadas.
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