Cultura

Tarrafa Literária chega à 18ª edição em Santos com programação 100% gratuita e grandes debates

Abertura ocorre no Sesc nesta quarta (28) com tributo a José Miguel Wisnik. Ingressos para os painéis são distribuídos por ordem de chegada

Abertura com homenagem a José Miguel Wisnik e programação que inclui debates sobre autoritarismo e psicanálise - Foto: Reprodução/Fiocruz
Abertura com homenagem a José Miguel Wisnik e programação que inclui debates sobre autoritarismo e psicanálise - Foto: Reprodução/Fiocruz

Redação Publicado em 28/10/2026, às 10h41


Fãs de literatura, filosofia e debates contemporâneos já podem preparar a agenda para um dos encontros mais tradicionais do país. A partir desta quarta-feira (28), a 18ª edição da Tarrafa Literária movimenta os palcos de Santos, transformando o município no centro das discussões culturais até o dia 1º de novembro. Com entrada totalmente gratuita e distribuição de ingressos por ordem de chegada, o evento promete conectar diferentes gerações por meio de uma programação rica que abrange desde a geopolítica mundial até o fazer poético.

O idealizador do festival e fundador da Realejo Livros, Zé Luiz Tahan, destaca a importância da maioridade do projeto. “Celebrar 18 anos de Tarrafa Literária oferecendo uma programação gratuita e abrangente fortalece o papel de Santos no mapa do pensamento crítico brasileiro”, afirma o livreiro, ressaltando o poder das páginas impressas na transformação da realidade e na movimentação da cultura local.

Abertura especial e tributo musical

As atividades começam na noite desta quarta-feira no Sesc Santos, que possui capacidade para abrigar 765 pessoas em seu auditório. A partir das 19h, o palco será tomado por uma grande homenagem ao músico, ensaísta e professor José Miguel Wisnik. O homenageado fará uma apresentação inédita ao lado do violonista e crítico literário Arthur Nestrovski e da cantora e poeta Marina Wisnik. A noite de celebração contará ainda com a participação do Grupo Vocal Bel Canto, que trará seu repertório de música erudita e popular para a cerimônia.

Quinta-feira de reflexões no Teatro Guarany

Na quinta-feira (29), as ações se espalham pela cidade. Pela manhã, às 10h, o Colégio do Carmo recebe a "Tarrafinha", segmento voltado ao público infantojuvenil. A escritora Ana de Queiroz apresentará a obra Mademoiselle Énigme: Um mistério em Montmartre, com mediação do educador Victor Valente.

A partir do período da tarde, o Teatro Guarany (com seus 350 lugares) assume o protagonismo como ponto de encontro principal do festival. Às 14h30, os jornalistas João Paulo Charleaux e Zé Godoy debatem guerras e autoritarismo na atualidade. Mais tarde, às 17h, a pauta será a escrita e a consciência social com Eliana Alves Cruz e Ricardo Terto. A noite reserva espaço para reflexões sobre o luto e a psicanálise, às 19h30, em uma conversa densa entre Camila Appel e Natália Timerman. O encerramento do dia, às 21h, fica novamente por conta da apresentação do Grupo Vocal Bel Canto.

Sexta-feira de poesia, filosofia e atrações internacionais

A agenda de sexta-feira (30) começa mais cedo, às 10h, com uma palestra da jornalista Adriana Negreiros na sede da Associação Comercial de Santos (ACS). Enquanto isso, às 10h30, o Teatro Guarany sedia mais uma sessão infantojuvenil de Mademoiselle Énigme, seguida por um novo encontro da Tarrafinha às 13h, reunindo Edmilson Prado, Karina Ferro e Bruno Rodrigues.

A tarde no Guarany promete ser intensa para os amantes das letras. Às 14h30, as poetas Mar Becker e Ryane Leão discutem as nuances do processo criativo. Logo depois, às 17h, o foco se volta para a comunicação e os desafios do mundo pop com a filósofa Marcia Tiburi e o jornalista Eugênio Bucci. Para fechar a programação do dia, às 19h30, o festival promove um intercâmbio direto com Portugal: a romancista Filipa Fonseca Silva se une ao escritor brasileiro Reinaldo Moraes para um bate-papo sobre o desejo e o erotismo nos romances, mediados pelo editor Matthew Shirts.